terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

MANASSÉS E A MISERICÓRDIA DE DEUS

 



Houve um rei que começou cedo demais no poder e tarde demais no temor. Ele herdou um trono, mas não herdou o coração do pai. Construiu altares onde não deveria, levantou ídolos dentro do templo, fez o povo errar e mergulhou a nação em trevas. O nome dele era Manassés e durante muito tempo sua história foi marcada por rebeldia, violência e arrogância espiritual.

Ele não tropeçou por fraqueza momentânea. Ele escolheu caminhos errados de forma persistente. A Bíblia diz que fez pior do que as nações que Deus havia expulsado. Influenciou uma geração inteira a se afastar. O trono que deveria proteger, corrompeu. A autoridade que deveria servir, oprimiu.

Então veio o que ninguém espera quando está no auge: queda.

Ele perdeu o trono.

Foi capturado.

Levado acorrentado para a Babilônia.

O rei virou prisioneiro.

O poderoso virou humilhado.

E é no fundo da prisão que a história muda.

Não foi no palácio.

Não foi diante do povo.

Foi na angústia.

“Estando ele em angústia, orou ao Senhor seu Deus, e humilhou-se muito…” (2 Crônicas 33:12).

Não há justificativa no texto.

Não há defesa.

Não há explicação.

Há humilhação.

E o que impressiona não é apenas o arrependimento é a resposta de Deus.

Deus ouviu.

Deus atendeu.

Deus o trouxe de volta.

Mas atenção: ele não voltou o mesmo homem. Ele começou a derrubar os altares que havia levantado. Começou a restaurar o que tinha destruído. A verdadeira restauração não foi o retorno ao trono. Foi a transformação do coração.

Manassés prova algo que incomoda tanto quanto consola: ninguém está tão alto que não possa cair, e ninguém está tão fundo que não possa ser ouvido. A misericórdia de Deus não apaga consequências, mas pode reescrever destinos quando há quebrantamento verdadeiro.

A queda revelou quem ele era.

A humilhação revelou quem ele poderia se tornar.

E às vezes, é no fundo da prisão que nasce o começo de uma nova história.

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