domingo, 22 de fevereiro de 2026

O DIA EM QUE DEUS MATOU DOIS SACERDOTES NO ALTAR

 



Eles não eram estranhos. Eram sacerdotes. Filhos de Arão. Cresceram vendo a glória de Deus descer no altar. Viram o fogo celestial consumir o sacrifício dias antes. Estavam dentro do ambiente sagrado. Vestiam roupas santas. Tinham posição, tinham acesso, tinham autoridade. Mas decidiram oferecer “fogo estranho” diante do Senhor, algo que Ele não havia ordenado. E o texto é direto: “E saiu fogo de diante do Senhor e os consumiu, e morreram perante o Senhor.” (Levítico 10:2). Não era idolatria pública. Não era rebelião escancarada. Era improviso no altar. Era fazer do jeito deles. No mesmo lugar onde a glória havia se manifestado, o juízo também se manifestou. O problema não foi falta de unção. Foi falta de reverência. Eles estavam no lugar certo, mas com atitude errada. Servindo no altar, mas sem obedecer à instrução. O sagrado não se adapta ao nosso gosto. Nadabe e Abiú não morreram longe da presença. Morreram diante do Senhor. E isso é o que torna a história desconfortável. Porque mostra que proximidade não substitui obediência. Função não substitui temor. Cargo não substitui caráter. Deus não matou dois homens comuns. Foram sacerdotes. E naquele dia ficou claro que o fogo que consome o sacrifício também consome o que Ele não ordenou. O altar continua santo. E quem se aproxima precisa lembrar que acesso não significa liberdade para alterar aquilo que Deus já determinou.


Fonte: Mércia Dumont 

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