De acordo com Pricinote, a ANTT não fornece transparência sobre os cálculos de reajuste das tarifas.
transporte semiurbano que conecta o Distrito Federal a Região do Entorno segue marcado por indefinições e disputas institucionais. Em entrevista exclusiva ao Jornal Opção, o subsecretário Pricinote detalhou, nesta quarta-feira, 11, como o impasse com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a falta de consenso sobre o consórcio interfederativo têm impedido avanços concretos na qualidade do serviço.
De acordo com Pricinote, a ANTT não fornece transparência sobre os cálculos de reajuste das tarifas. “Ela não nos passa nenhuma memória de cálculo, então nós não sabemos qual será essa porcentagem”, afirmou.
O último aumento foi de 2,9% em 2025, mas não há previsão para este ano. Sem subsídios, os usuários enfrentam tarifas mais altas sem contrapartida em melhorias. “O transporte além de ficar mais caro, vai também continuar com a qualidade que tem hoje, a falta de fiscalização e tudo mais”, criticou.
O maior entrave, segundo o subsecretário, é a criação do consórcio interfederativo entre Goiás e Distrito Federal. Embora os dois governos já tenham avançado nas minutas, a Empresa Pública de Transporte (EPT) resiste em assumir os compromissos do passado. “O que ela está querendo é que o passado, o presente e o futuro fiquem com os dois estados [Goiás e DF]”, explicou.
Pricinote alerta para o risco de assumir passivos desconhecidos. “Não temos a menor ideia do que seja esse passado, qual o valor, quais são essas questões. Talvez você vai gastar um orçamento que dava para melhorar em muito o serviço para pagar a compensação de falhas regulatórias do passado”, contou.
Segundo o subsecretário, enquanto não há acordo, o transporte semiurbano permanece em um limbo regulatório. Ele apontou que o impasse trava investimentos e mantém os passageiros reféns de tarifas crescentes e baixa qualidade. Por fim, ele disse que a indefinição sobre quem arcará com os passivos históricos é hoje o maior obstáculo para que Goiás e Distrito Federal avancem em um modelo de gestão compartilhada.
Fonte: Jornal OPÇÃO

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