A África ocupa um lugar central na narrativa bíblica desde o início da criação. Em Gênesis 2:13, a Bíblia menciona o rio Giom que rodeava a terra de Cuxe, região associada à atual Etiópia e Sudão, em África. Desde o Éden, o continente africano aparece ligado à origem da vida e ao plano divino. Quando um povo se esquece de quem é e do que possui, torna-se vulnerável a interesses dominantes que tentam reescrever a sua história.
A Bíblia também apresenta a África como terra de riqueza, poder e sabedoria. Abraão prosperou no Egito, saindo de lá muito rico em gado, prata e ouro (Gênesis 13:1–2). Isaías reconhece o Egito como lugar de riqueza e a Etiópia como centro comercial (Isaías 45:14). Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios (Atos 7:22), mostrando que a África foi espaço de formação intelectual e estratégica, além de possuir exércitos fortes e imponentes, como os etíopes e líbios (2 Crônicas 16:8).
Além disso, a África é retratada como lugar de refúgio, adoração e presença ativa na Igreja primitiva. Foi para o Egito que Jesus fugiu ainda criança para escapar da perseguição de Herodes (Mateus 2:13). Os Salmos profetizam que a Etiópia estenderia as mãos a Deus (Salmos 68:31), e no dia de Pentecostes, africanos estavam entre as nações presentes quando o Espírito Santo desceu sobre a Igreja (Atos 2:10). A África não é um continente esquecido, mas uma terra abençoada, integrada desde sempre na história da salvação.
Perfeito Massamba

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