domingo, 31 de maio de 2026

EQUIPE DE FLÁVIO BOLSONARO REAGE APÓS GOVERNISTAS PEDIREM INVESTIGAÇÃO A PGR

 


A equipe de pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu, neste sábado (30/5), à representação enviada por parlamentares da base do governo Lula à Procuradoria-geral da República (PGR), pedindo a apuração da atuação de Flávio em viagem aos Estados Unidos nesta semana.

O documento, assinado por parlamentares do Psol e da Rede Sustentabilidade, pede que a PGR investigue se Flávio atentou contra a soberania do Brasil ao pedir ao governo estadunidense a classificação das facções terroristas PCC e CV como organizações terroristas.

Para a equipe de Flávio, a representação é “mais uma demonstração de que a esquerda brasileira tenta utilizar o Judiciário como extensão de seu projeto político”.

Nota enviada ao Metrópoles, assinada pelo coordenador da pré-campanha, senador Rogério Marinho (PL-RJ), afirma que “é inaceitável que, enquanto o Brasil sofre sob o domínio de facções criminosas, parlamentares se mobilizem para criminalizar o esforço de buscar cooperação internacional contra o terrorismo”.

“Se o crime que nos acusam é o de buscar apoio de nações amigas para asfixiar as finanças das facções e unir forças para proteger a população do terror e da violência, assumimos essa culpa com convicção”, complementa.

Por fim, a equipe de Flávio afirma que “a soberania nacional serve para garantir a segurança do cidadão de bem, e não para servir de escudo a quem aterroriza o povo”.

Os Estados Unidos classificaram as facções criminosas PCC e CV como “organizações terroristas estrangeiras”, nessa quinta-feira (28/5).

Os grupos criminosos brasileiros foram incluídos em duas listas: Terroristas Globais Especialmente Designados e Organizações Terroristas Estrangeiras.

A medida foi anunciada dois dias depois de o senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) se reunir com o presidente Donald Trump na Casa Branca.

O governo federal rechaçou a medida e afirmou que pode atingir a soberania do Brasil, afirmando que é um “retrocesso no combate ao crime, um risco à vida das pessoas e prejuízos econômicos ao país”.


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🤳 Andressa Anholete/Agência Senado

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