A religiosidade voltou a ganhar espaço no debate sobre a Seleção Brasileira após a convocação de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026. Em um grupo marcado pela forte presença de jogadores evangélicos, o técnico italiano aparece como uma das raras exceções.
Católico praticante e devoto de Padre Pio, Ancelotti já declarou publicamente que a fé exerce papel importante em sua vida pessoal e profissional, servindo como orientação para seus valores e decisões.
Segundo levantamento publicado pela revista Veja, a maior parte dos atletas convocados são evangélicos.
Entre eles estão nomes como Alisson (Liverpool), Ederson (Fenerbahçe), Weverton (Grêmio), Alex Sandro (Flamengo), Bremer (Juventus), Douglas Santos (Zenit), Gabriel Magalhães (Arsenal), Ibañez (Al-Ahli), Léo Pereira (Flamengo), Wesley (Roma), Bruno Guimarães (Newcastle), Danilo Santos (Botafogo), Fabinho (Al-Ittihad), Lucas Paquetá (Flamengo), Endrick (Lyon), Gabriel Martinelli (Arsenal), Igor Thiago (Brentford), Luiz Henrique (Zenit), Matheus Cunha (Manchester United), Neymar (Santos), Raphinha (Barcelona), Rayan (Bournemouth), Vini Jr. (Real Madrid).
O único jogador que se declara abertamente católico é o zagueiro Marquinhos, do Paris Saint-Germain. Já Casemiro afirma apenas ser cristão, sem especificar uma denominação religiosa, enquanto Danilo evita comentar o assunto.
A predominância evangélica na Seleção não é um fenômeno recente. Estudos e reportagens sobre o futebol brasileiro vêm apontando há mais de uma década o crescimento das igrejas evangélicas entre atletas profissionais.
Orações coletivas antes das partidas, celebrações religiosas nos vestiários e manifestações públicas de fé se tornaram práticas cada vez mais comuns no ambiente esportivo.
Nesse contexto, a presença de Ancelotti reforça uma curiosa diversidade religiosa dentro do elenco. Embora pertença a uma tradição diferente da maioria dos jogadores, o treinador demonstra proximidade com a espiritualidade do grupo.
Em entrevistas recentes, afirmou que a religião o ajuda a cultivar respeito, disciplina e equilíbrio emocional, características que considera fundamentais tanto na vida quanto no futebol.
A convivência entre diferentes expressões de fé dentro da Seleção reflete uma transformação mais ampla da sociedade brasileira e do próprio futebol nacional.
Independentemente da crença de cada integrante, a religião continua ocupando um espaço relevante na construção da identidade de muitos atletas e profissionais que participam da campanha brasileira rumo ao Mundial de 2026.
Fontes:
Veja;
UOL Esporte;
CNN Brasil.

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