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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

A importância de congregar numa igreja bíblica!




Vivemos tempos difíceis, onde muitos dizem seguir a Cristo, mas rejeitam a autoridade das Escrituras e tratam a igreja como algo opcional. No entanto, Deus nos chamou não para o isolamento, mas para a comunhão. Congregarmos numa igreja bíblica não é uma sugestão, é uma necessidade espiritual, uma exortação apostólica:


“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns.” (Hebreus 10:25)


Nós somos cristãos reformados, não por tradição humana, mas por convicção bíblica. Ser reformado é reconhecer que a revelação especial normativa de Deus está encerrada no cânon bíblico e que a Bíblia é suficiente, inerrante, clara, necessária e autoritativa. É respeitar a tradição, mas sempre colocar a tradição abaixo da Palavra de Deus. É crer que a salvação é exclusivamente pela graça, mediante a fé, em Cristo, para a glória de Deus. É buscar viver segundo os padrões que Deus revelou, reformando continuamente nossa vida e prática à luz das Escrituras. Como dizia a Reforma: Ecclesia reformata, semper reformanda — “A Igreja reformada deve estar sempre se reformando, conforme a Palavra de Deus”.


Pontos de destaque numa igreja bíblica:


A) A centralidade das Escrituras e os 5 Solas.


Uma igreja bíblica é uma igreja firmada sobre os pilares do Evangelho. Os 5 Solas da Reforma sintetizam isso:


- Sola Scriptura: Somente as Escrituras são a regra de fé e prática.


- Sola Fide: Somente pela fé somos justificados.


- Sola Gratia: A salvação é unicamente pela graça.


- Solus Christus: Cristo é o único mediador.


- Soli Deo Gloria: Toda glória pertence a Deus.


Podemos divergir em questões secundárias; porém, não se trata de mera diferença denominacional. Quando os fundamentos expressos nos 5 Solas, a autoridade suprema das Escrituras, a salvação somente pela graça, mediante a fé, em Cristo, e para a glória exclusiva de Deus, são abandonados, estamos diante de um sério desvio do Evangelho (Gálatas 1:6–9; Romanos 1:16–17).


B) O Princípio Regulador do Culto e a rejeição ao entretenimento.


Uma igreja bíblica reconhece que somente o que Deus ordena nas Escrituras deve ser incluído na adoração. O culto não é sobre agradar as pessoas ou gerar espetáculos, mas sobre adorar a Deus em reverência. Por isso, a igreja fiel rejeita a substituição da doutrina por shows, experiências sensoriais e entretenimento que visam apenas o apelo emocional.


“Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.” (1 Coríntios 14:40)


“Deus é espírito, e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.” (João 4:24)


C) Alerta contra heresias.


Diversas igrejas têm promovido práticas que contradizem o Evangelho. Veja dois exemplos:


- Quebra de maldições hereditárias: Ensina que o cristão precisa de sessões de libertação para se livrar de pecados de antepassados.


Resposta bíblica: Cristo já levou toda maldição sobre si na cruz (Gálatas 3:13; 2 Coríntios 5:17).


- Campanhas de prosperidade / Objetos ungidos: Ensina que ofertas financeiras ou objetos trazem recompensas ou proteção.


Resposta bíblica: Isso é superstição, não fé. A salvação e as bênçãos são pela graça (Isaías 55:1; Atos 8:20; Efésios 2:8-9).


D) Transparência com as arrecadações.


Uma igreja bíblica deve ser transparente na administração dos recursos. As contribuições devem ser de forma voluntária, e segundo o propósito de cada um em seu coração, sempre por liberdade de consciência, sem coação ou promessas de barganha espiritual. Esses recursos devem ser administrados com temor e prestação de contas clara, visando o sustento da igreja, o cuidado com os necessitados e a expansão do Evangelho. (2 Coríntios 8:20–21).


E) Uma igreja que prega contra o pecado.


A igreja fiel confronta o pecado, chama ao arrependimento e conduz à santidade. Uma igreja bíblica também exerce a disciplina eclesiástica com amor, visando a restauração do irmão e a pureza do corpo de Cristo.


F) Teocentrismo e Cristocentrismo no louvor.


Os louvores devem exaltar a Cristo, e não o ego humano. (Colossenses 3:16).


G) A autoridade da Palavra escrita contra o misticismo.


A autoridade está no “Está escrito”, e não no “Eis que te digo” emocional e vazio. Alerta-se contra profecias e revelações extrabíblicas que tentam superar a autoridade das Escrituras.


“Não enviei esses profetas, contudo eles correm; não lhes falei, contudo eles profetizam.” (Jeremias 23:21)


H) Liberdade cristã vs. Usos e costumes.


Uma igreja bíblica não impõe fardos que a Bíblia não exige. O legalismo de "usos e costumes", como imposições sobre roupas, barba ou tradições culturais, frequentemente substitui a verdadeira piedade por regras humanas.


“Para que em nós aprendais a não ir além do que está escrito.” (1 Coríntios 4:6)


I) Uma igreja acolhedora e fraterna.


A igreja deve ser um ambiente de acolhimento, comunhão e cuidado mútuo. (Romanos 12:10; Tiago 2:1-4).


J) A correta administração dos Sacramentos.


Uma igreja bíblica zela pelo Batismo e pela Ceia do Senhor, que são os sinais visíveis da graça de Deus e da comunhão dos santos.


Lembrete importante: Não existe igreja perfeita. Igrejas são formadas por homens falhos, mas o padrão deve ser a fidelidade às Escrituras.


“A menos que me convençam pelas Escrituras... não posso e não vou retratar coisa alguma.” (Martinho Lutero)


Conclusão.

Procure uma igreja onde a doutrina seja bíblica, a pregação seja expositiva, o culto seja reverente, os sacramentos sejam fiéis e a liderança seja íntegra.


“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.” (João 17:17)


- Sola Scriptura -

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