quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

EXIGÊNCIA DE DIPLOMA EM TEOLOGIA PARA LIDERES RELIGIOSOS

 



O governo de Ruanda intensificou uma ampla repressão contra igrejas e mesquitas que não cumprem normas de segurança, saúde e organização. Apenas no último mês, mais de 4.000 locais de culto foram fechados em todo o país por irregularidades como estruturas precárias, falta de isolamento acústico, más condições de higiene e ausência de autorização para funcionamento.

As ações atingiram igrejas de todas as denominações cristãs e também algumas mesquitas. Segundo o ministro do Governo Local, Jean Claude Musabyimana, a medida não tem como objetivo impedir que as pessoas pratiquem sua fé, mas garantir a segurança física e o bem-estar dos fiéis. Algumas das igrejas interditadas funcionavam em tendas improvisadas ou até em cavernas, expondo frequentadores a riscos.

A repressão é baseada em uma lei que entrou em vigor em 2018, criada para conter a proliferação desordenada de locais de culto no país. A legislação exige que igrejas funcionem em ambientes seguros, proíbe o uso excessivo de sistemas de som barulhentos e determina que todo líder religioso possua formação teológica antes de abrir ou comandar uma congregação.

Quando a lei foi adotada, cerca de 700 igrejas já haviam sido fechadas. Agora, segundo dados oficiais, 4.223 locais de culto foram interditados, sendo 427 deles localizados em cavernas. As autoridades afirmam que as instituições tiveram cinco anos para se adequar às regras, mas muitas continuaram operando de forma irregular.

Paul Kagame, que governa Ruanda há mais de duas décadas e acaba de conquistar um quarto mandato com 99% dos votos, já declarou que o país não precisa de um número tão elevado de igrejas, especialmente quando muitas funcionam sem condições mínimas. Críticos do governo afirmam que o país vive sob forte controle estatal e com pouca liberdade de expressão, enquanto apoiadores defendem que as medidas combatem abusos e a exploração da fé.


Fonte: BBC

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