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sábado, 30 de dezembro de 2023

Amanda Partata premeditou crime e colocou venenos em potes de doce, diz polícia

 

Print divulgação: Coletiva PCGO

Segundo o delegado, Amanda premeditou o crime; ela pretendia envenenar toda família do seu ex-namorado para ser vingar dele pelo término do namoro

A advogada Amanda Partata Mortoza, 31 anos, que até então era suspeita de envenenar o ex-sogro e a mãe dele durante um café da manhã na casa das vítimas, será indiciada por duplo homicídio pelas mortes de Leonardo Pereira Alves, de 58 anos, e Luzia Tereza Alves, de 86, e tentativa de homicídio de João Alves, marido e pai das vítimas.

Em um dos vídeos apresentados pelo delegado Carlos Alfama, Amanda chega à casa das vítimas em um carro de aplicativo e com os doces e suco para o café da manhã. Ela entrega as sacolas para o ex-sogro, Leozão, que chega a dar um abraço na ex-nora.


Segundo o delegado, Amanda premeditou o crime, pois pretendia envenenar toda a família do ex-namorado para se vingar dele pelo término do namoro. No mesmo dia em que comprou o óxido inorgânico pela internet, de acordo com a nota fiscal encontrada pela polícia, a advogada entrou em contato com o ex-namorado por um aplicativo de mensagens, perguntando a ele "qual era o seu maior medo".

Leonardo, que evitava conversar com Amanda, respondeu: "eu adoro viver". Ela então perguntou: "Morrer? Você tem mais medo de morrer que de perder (no sentido de morrer) quem você ama?"


slide enviado pelo delegado. Print divulgação: Coletiva PCGO

Para a polícia, Amanda não acreditava que seria incriminada pelo duplo homicídio, ao ponto de questionar o delegado se ele teria um laudo que comprovasse que as vítimas teriam morrido por envenenamento. Muito fria, ela não esboçou nenhuma reação quanto às mortes de Leozão e sua mãe. Ela apenas simulou sintomas de intoxicação alimentar na presença dos agentes.

No entanto, demonstrou extremo nervosismo quando o delegado solicitou que ela desbloqueasse o celular. Neste momento, ela pediu a presença de um advogado de defesa.

Nos dias que antecederam o crime, a polícia conseguiu realizar uma cronologia dos passos da advogada. Comprovando através das imagens das câmeras de segurança e do registro no hotel, a rotina que ela teve na sua passagem por Goiânia.

Compra do veneno e crime premeditado

Conforme o delegado, Amanda chegou em Goiânia no dia 14, e se hospedou num hotel no Setor Marista. Na manhã seguinte, ela desce para a academia do hotel, e enquanto treina, entra em contato com o ex-namorado e mente que vai ao médico pois está passando mal e com sangramento.

No dia 16, Amanda recebe uma encomenda no hotel. As câmeras de segurança flagram ela subindo com uma caixa que tenta esconder, entra em seu quarto, e minutos depois, sai para o corredor segurando um objeto. Segundo as investigações, o produto se trata do veneno que havia chegado em sua casa em Itumbiara, e com isso, ela fretou um motorista de aplicativo para trazer até a capital. Um motorista de aplicativo foi chave importante para o delegado chegar até a nota fiscal que comprova a compra do óxido inorgânico. De acordo com o homem que prestou depoimento à polícia, Amanda entrou em contato para que ele trouxesse uma caixa até ela em Goiânia.

O motorista confirmou os detalhes da entrega e conferiu se o pacote tinha nota fiscal. Numa conversa por aplicativo, o motorista combina a viagem e detalha informações da nota fiscal com a advogada, então vai até a residência de Amanda, em Itumbiara, pegar a caixa com sua funcionária.A polícia ouviu a funcionária, que confirmou as informações. Ela é quem teria avisado a Amanda que a encomenda dela havia chegado na sua residência.

Devido à repercussão do caso, o motorista decidiu procurar a polícia para entregar os prints da conversa que teve com Amanda e os detalhes que tinha tratado com ela por mensagem.


Print divulgação: Coletiva PCGO

De posse dessas informações. a polícia solicitou a quebra de sigilo fiscal da suspeita e, comprovou a compra do composto que ela teria usado para matar as vítimas.

Na quinta-feira, 28, para encerrar as investigações, foram realizadas buscas na casa da advogada, onde foi encontrado exames de gravidez, que ela teria feito em agosto e dezembro, ambos negativos, o que comprova que Amanda nunca esteve grávida.

Fonte:  https://www.dm.com.br/

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