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segunda-feira, 17 de março de 2014

Briga entre PT, PMDB e Planalto pode pulverizar vantagem de votos em Dilma


Ao todo, PT e PMDB estão em litígio em 11 estados

Paulo de Tarso Lyra - Correio Braziliense
Grasielle Castro - Correio Braziliense


Michel Temer e Dilma Rousseff:  a ordem é esfriar a crise e resolver palanques estaduais para evitar o segundo turno (Ueslei Marcelino/Reuters - 10/11/11)























Michel Temer e Dilma Rousseff: a ordem é esfriar a crise e resolver palanques estaduais para evitar o segundo turno


A briga entre PT, Palácio do Planalto e PMDB ameaça custar mais caro do que simplesmente a criação de uma comissão externa para investigar a Petrobras ou a procissão de ministros para dar explicações aos deputados no Congresso. Ela pode significar a pulverização de uma vantagem de 2 milhões de votos que a presidente Dilma Rousseff conseguiu sobre os adversários José Serra (PSDB) e Marina Silva (Ex-PV, hoje PSB) nas eleições de 2010. Ao todo, PT e PMDB estão em litígio em 11 estados. Em alguns deles, como Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o divórcio acontecera há quatro anos e deve se repetir agora. Em outros, como Ceará e Rio de Janeiro, no entanto, o litígio pode custar caro.

“O vento está mudando rapidamente. Ela ainda é favorita, claro. Mas, se for para o segundo turno, serão todos contra nós. E acho que podemos, sim, perder”, disse um petista, incomodado com o estilo pouco afável e político da presidente Dilma Rousseff. Ao todo, PT e PMDB estão discutindo a relação em Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

O secretário-geral da Presidência, ministro Gilberto Carvalho, tenta amenizar o incômodo na relação. “O PMDB, eu sempre digo, não é apenas um aliado, ele participa do governo através da figura importante do vice-presidente (Michel Temer) e dos ministros que, ao longo desses anos, foram tão camaradas e contribuíram tanto com a construção do nosso governo”, declarou, após solenidade no Palácio do Planalto, na última sexta-feira. Presidente em exercício do PMDB, o senador Valdir Raupp (RO) também tenta ser otimista. “Sempre tenho colocado que, com a ampliação das alianças regionais nos estados, isso resolverá grande parte da crise”, afirmou ele.

Fonte:Correio Braziliense



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