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sexta-feira, 4 de março de 2022

Flor desaparecida há mais de 70 anos é reencontrada em SC

Foto: Luís Adriano Funez/ Arquivo pessoal
A espécie Nicotina azambujae possui cerca de trinta centímetros e foi encontrada e fotografada em seu habitat em outubro do ano passado Depois de ficar mais de 70 anos “desaparecida”, especialistas da área de botânica de Santa Catarina estão pesquisando em como reintroduzir a planta que ficou tanto tempo sumida. A espécie Nicotina azambujae possui cerca de trinta centímetros e foi encontrada e fotografada em seu habitat em outubro do ano passado na Cachoeira da Magia, no Vale do Itajaí. Porém, depois de um mês de terem sido encontradas, as plantas morreram e não foram mais localizadas na região. “A planta era apenas conhecida por uma única amostra datada de 1948, colhida em Brusque e já se faziam 73 anos que ninguém a tinha visto. Como já foram feitas várias buscas do tipo na localidade, se acreditava que estava extinta”, explica o biólogo mestre em botânica pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e consultor em curadoria do Herbário Barbosa Rodrigues em Itajaí, Luís Adriano Funez. Foto: Luís Adriano Funez/ Arquivo pessoal
De acordo com Funez, a planta foi “redescoberta” durante uma saída do projeto “Biodiversidade do Alto vale do Itajaí”. A flor pode possuir substâncias ativas importantes para a medicina e indústria. Foram colhidas cinco cápsulas de diferentes plantas com aproximadamente 500 sementes, que acabaram virando mudas no Horto Florestal da Universidade para o Desenvolvimento do Alto Vale do Itajai (Unidavi). Entretanto, já na segunda visita, as plantas não foram encontradas mais na área. “Felizmente as mudinhas cresceram muito bem e já estão até produzindo novas sementes, o que deve garantir um futuro a essa espécie”, explica Funez ao g1. Robson Carlos Avi, biólogo e professor na universidade, diz que a semeadura ocorreu no início do ano. “Conseguimos cultivar a espécie e estão em flor. O objetivo é conseguir mais sementes dessas plantas cultivadas para aumentar a produção de mudas e poder levar elas para a natureza posteriormente”, comentou. Funez ainda afirma que para reintroduzir a espécie na natureza, é preciso ampliar a pesquisa para um melhor entendimento da biologia da planta. “Também podemos pensar em curto prazo a reintrodução da espécie na natureza, uma vez que elas se mostraram muito prolíferas, o que é muito contraditório para uma espécie que ficou 73 desaparecida”. Fonte:https://jornaldebrasilia.com.br/

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