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quinta-feira, 17 de março de 2022

Mulher tranca irmã e filha para não a verem ser morta pelo marido

O agressor também causou uma hemorragia interna na vítima depois de chutar sua barriga até que seu intestino fosse perfurado Na última segunda-feira, 7, a jovem Anna Caroline Valença, de 26 anos, foi agredida pelo marido durante uma discussão e por conta disso chegou a ser entubada. Ela permaneceu internada até esta quarta-feira, 9, mas não resistiu. Segundo a mãe da jovem, ela tentou se defender das agressões e trancou a filha e irmã para que não presenciassem a violência que sofreu. O caso aconteceu na Vila Santista, São Paulo. Conforme o boletim de ocorrência, o suspeito agrediu Anna com socos, no que resultou na queda da moça no chão da cozinha. O agressor também causou uma hemorragia interna na vítima depois de chutar sua barriga até que seu intestino fosse perfurado. “Ela perdeu muito sangue, morreu de infecção generalizada. A Carol prendeu as duas dentro do quarto para elas não verem. Ela tentou se defender, mas ele bateu tanto nela que ela só conseguiu gritar para a irmã dela chamar o resgate. Ele deixou minha filha jogada no chão como se fosse nada”, contou a mãe em entrevista ao g1. Foi a irmã da vítima quem acionou o Samu após o ocorrido. Relato Ao g1, a mãe de Anna disse que a filha nasceu em Sorocaba, porém se mudou para São Paulo aos 14 anos, quando começou a se relacionar com o suspeito do crime. “Minha filha vivia um relacionamento abusivo há 12 anos. Ele é muito articuloso e ela nunca teve outro homem. Menina do interior, cheia de sonhos. Ele pegava os cartões dela, prendia ela dentro de casa. Se você visse o estado que minha filha estava no caixão, ficou irreconhecível”, disse Priscila Valença Reis, de 41 anos. Segundo ela, a filha tinha uma medida protetiva contra o suspeito em 2019, no entanto, reatou o relacionamento posteriormente. A vítima teria descoberto, no dia em que foi agredida, uma traição do marido e resolveu ir embora de casa. Depois de cometer o crime, o agressor fugiu e ainda não foi localizado. O 4° Distrito Policial de São Paulo investiga o caso. “Ela ia recomeçar uma vida, mas não deu tempo. Queria ir embora e ele não deixava porque mais uma vez ele traiu ela. Minha filha mais nova disse que ele chegou do nada e começo a bater nela. Ninguém acreditava nela quando ela chamava a polícia”, contou Priscila ao G1. Anna Caroline fazia tratamento no Hospital das Clínicas em São Paulo, uma vez que possuía Síndrome de Crohn. Segundo a mãe, a condição pode ter colaborado para a morte da filha. Ele tinha consciência que ela tinha o intestino mais sensível e sabia que ela quase perdeu um rim. Agora ela está embaixo da terra, sozinha. Ele matou uma família toda, não matou só ela.” A vítima gostava de postar vídeos cantando e também escrevia canções. Anna tinha um grande apreço pela música e cantava em um bar de São Paulo, conta Priscila. A mãe revelou que o sonho da filha era cantar. “Não acredito que ela se foi, minha bonequinha.” Denuncie Disque 180 O Disque-Denúncia foi criado pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM). A denúncia é anônima e gratuita, disponível 24 horas, em todo o país. Os casos recebidos pela central são encaminhados ao Ministério Público. Disque 100 O serviço pode ser considerado como “pronto socorro” dos direitos humanos, já que também atende graves situações de violações que acabaram de ocorrer ou que ainda estão em curso, acionando os órgãos competentes, possibilitando o flagrante. O Disque 100 funciona diariamente, 24 horas por dia, incluindo sábados, domingos e feriados. As ligações são gratuitas. Polícia Militar (190) A vítima, ou a testemunha, também pode buscar uma delegacia comum, onde deve ter prioridade no atendimento ou pedir ajuda por meio do telefone 190. Nesse caso, uma viatura da Polícia Militar vai até o local da ocorrência. Fonte:https://jornaldebrasilia.com.br/

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