Não! É, na verdade, a solução.
As famílias beneficiárias do Bolsa Família utilizam praticamente 100% do que recebem para a subsistência imediata (compra de alimentos, remédios, vestuário e gás de cozinha), no bairro onde moram.
Esse dinheiro volta para o Estado quase instantaneamente através de impostos embutidos nas mercadorias (como ICMS, PIS/Cofins e ISS).
Estudos sobre a carga tributária brasileira mostram que, para cada R$ 1,00 transferido pelo programa, cerca de R$ 1,30 e R$ 1,35 retornam aos cofres públicos (divididos entre União, Estados e Municípios).
No PIB, o retorno é ainda maior.
Para cada R$ 1,00 gasto no Bolsa Família, o Produto Interno Bruto (PIB) do país aumenta R$ 1,78.
Essa lógica financeira ocorre porque, quando o beneficiário do Bolsa Família gasta o dinheiro no mercadinho do bairro, o comerciante vende mais. Para suprir a demanda, esse comerciante compra mais do fornecedor, que por sua vez contrata transporte e adquire mais insumos da indústria. Ao longo de toda essa cadeia produtiva (venda, transporte, indústria), novos impostos são gerados (ICMS do frete, IPI da indústria, Imposto de Renda sobre o lucro das empresas envolvidas, etc.).
Assim, embora o retorno imediato daquela primeira compra seja de cerca de 32 centavos, o giro completo do dinheiro na economia acaba gerando uma arrecadação total ainda maior a médio prazo.
Portanto, Luciano Hulk, Malafaia e o Pastor comerciante estão errados ao atacar o Bolsa-Família como um problema.
O Bolsa-Família é, na verdade, a solução.

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