terça-feira, 12 de maio de 2026

FICHA LIMPA: DECISÃO DE CARMEM LÚCIA PODE REDEFINIR ELEIÇÕES DE 2026




 A flexibilização da Lei da Ficha Limpa está parada no Supremo Tribunal Federal (STF) há quatro meses e coloca em suspense o futuro político de condenados por improbidade administrativa.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 7781), relatada por Cármen Lúcia, questiona a Lei Complementar nº 219/2025, aprovada pelo Congresso, que abre brecha para que políticos barrados voltem a disputar eleições já em 2026.

Entre os nomes potencialmente beneficiados estão Anthony Garotinho, Eduardo Cunha e José Roberto Arruda, casos que podem gerar efeito cascata para centenas de condenados.

A ação foi apresentada pela Rede Sustentabilidade, que pede suspensão imediata da lei para preservar a integridade eleitoral. A Procuradoria-Geral da República já se manifestou a favor da medida cautelar.

Apesar da urgência, o processo aguarda decisão desde janeiro.

A demora reacende críticas à atuação da ministra, que já foi questionada por manter casos sensíveis parados, como a inelegibilidade de Antonio Denarium no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e um processo sobre royalties travado há mais de uma década, apontado como recorde por Andreza Matais, do Metrópoles.


📷 Reprodução

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