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terça-feira, 17 de maio de 2022

Paulo Cupertino é preso três anos após morte de ator de ‘Chiquititas’

Suspeito estava escondido em um hotel na mesma região onde cometeu o crime e foi localizado após denúncia anônima O comerciante Paulo Cupertino Matias, suspeito de matar o ator Rafael Miguel e os pais do jovem, em junho de 2019, na zona sul da capital paulista, foi preso nesta segunda-feira (16) por policiais do 98º DP. Ele estava escondido em hotel em Interlagos, na mesma região onde cometeu o crime, e foi localizado pelos investigadores da Polícia Civil após uma denúncia anônima. Após a prisão, ele foi levado ao DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa), na região central da cidade, onde iria depor enquanto a Justiça emitia um mandado de prisão contra ele, segundo a Polícia Civil. Na noite desta segunda, ele ainda seria levado ao IML (Instituto Médico Legal) para fazer exame de corpo de delito e depois passaria a noite no 77º DP, de Santa Cecília. Nesta terça (17), ele passará pela audiência de custódia, onde o juiz deverá expedir um mandado de prisão preventiva, para ele aguardar na prisão pelo julgamento. “Fizemos um trabalho de investigação e ficamos alguns dias de campana no hotel em Interlagos onde estava escondido. Nesta tarde, conseguimos identificá-lo e o prendemos. Ele está negando o crime. Disse que é inocente”, contou Wendel Luís Pinto Sousa Silva, delegado do 98º DP e comandante da operação, em entrevista coletiva no DHPP. Cupertino estava foragido desde o crime e chegou a mudar de nome para Manoel Machado da Silva para tentar fugir da polícia. Ele passou por cidades do interior paulista, como Sorocaba e Campinas, do Paraná (Jataizinho) e do Mato Grosso do Sul (Ponta Porã), onde trabalhou como cuidador de gado em uma fazenda. Em julho de 2020, o homem passou a compor a lista dos criminosos mais procurados pela polícia paulista. A polícia chegou a divulgar fotos de possíveis disfarces dele. No dia 28 de outubro, ele foi localizado em Eldorado, no Mato Grosso do Sul, mas conseguiu fugir. Na ocasião, a polícia achou a identidade falsa usada por ele na região. O documento foi cancelado. A prisão dele chegou a ser anunciada pela Polícia Militar no interior do Paraná, mas foi desmentida logo em seguida pela Polícia Civil paulista. Na entrevista coletiva, o delegado-geral da Polícia Civil, Osvaldo Nico Gonçalves, contou que por várias vezes chegou perto de prender Cupertino, mas ele conseguiu escapar por pouco. “Na hora da prisão ele me viu e falou: ‘Quase você me pegou na fronteira, hein!’. Ele tinha uma banca de sanduíche na fronteira. Encontramos o carrinho, mas ele não estava. Perdemos ele no Paraguai, numa barbearia, perdemos ele várias vezes”, disse o delegado-geral, exaltando o trabalho feito pela Polícia Civil de São Paulo na prisão. Nico Gonçalves também afirmou que agora o trabalho será identificar as pessoas que ajudaram Cupertino a fugir. Fonte:https://jornaldebrasilia.com.br/

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