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quinta-feira, 5 de maio de 2022

Três crianças indígenas de MG morrem por raiva humana em um mês

A primeira morte confirmada ocorreu no dia 4 de abril e o paciente era um menino, também de 12 anos. As duas crianças eram da mesma família Três crianças de uma comunidade indígena na região do Vale do Mucuri, no leste de Minas Gerais, morreram vítimas de raiva humana. Um quarto caso suspeito, de uma criança que está internada, segue em investigação. O óbito mais recente foi de uma menina de 12 anos, na última sexta (29), conforme informações da Secretaria de Estado de Saúde. A menina estava internada desde o dia 5 de abril. O diagnóstico da doença foi confirmado pelo laboratório de referência no dia 19. A primeira morte confirmada ocorreu no dia 4 de abril e o paciente era um menino, também de 12 anos. As duas crianças eram da mesma família. De acordo com o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, as duas crianças estavam brincando com um morcego e isso possibilitou a transmissão da doença. Segundo ele, uma das crianças foi mordida no lábio pelo animal e a outra tinha marcas de mordida no braço. O outro caso é de um menino de 5 anos, que morreu no dia 17 de abril. A criança não apresentava marcas de mordedura ou arranhadura de morcego, mas a morte foi investigada devido à proximidade com os outros dois casos. O diagnóstico de raiva foi confirmado no dia 26 de abril. Um quarto caso, ainda em investigação, é o de uma menina de 11 anos que apresentou sintomas como febre e dor de cabeça. O caso foi notificado à secretaria no dia 21 de abril. Devido ao parentesco com uma das outras vítimas da doença, a criança está sendo avaliada. A menina está internada em leito clínico, aguardando o resultado dos exames. A comunidade indígena da etnia maxakali está localizada em uma área rural do município de Bertópolis, a cerca de 650 quilômetros de Belo Horizonte. A raiva é transmitida para os seres humanos, principalmente, por meio da mordida de animais infectados, mas também pode haver contaminação por meio de arranhões e lambidas destes animais. Segundo o Ministério da Saúde, ela é uma doença infecciosa viral grave e sua letalidade é de quase 100%. Os sintomas da raiva costumam durar entre dois a dez dias, sendo alguns deles mal-estar, aumento da temperatura, cefaleia, náusea, dor de garganta, irritabilidade e inquietude. O período de incubação do vírus em humanos é de 45 dias, em média, podendo ser menor entre as crianças. Por ter alta taxa de mortalidade, os principais cuidados com a doença são preventivos, como a vacinar anualmente cães e gatos e evitar contato direto com animais silvestres. De acordo com a secretaria de saúde, das 1.037 pessoas que vivem na comunidade, ao menos 982 já foram imunizadas com a primeira dose da vacina antirrábica humana e 802 duas receberam a segunda dose. O intervalo entre a aplicação das doses é de sete dias. Segundo Fábio Baccheretti, a vacinação contra a raiva humana só é aplicada em momentos de risco, quando há casos próximos. De acordo com o Ministério da Saúde, a profilaxia prévia à exposição ao vírus é recomendada para profissionais que trabalham em áreas com maior risco de contaminação, como aqueles que lidam com animais silvestres. Também foi fornecida vacina antirrábica animal para a imunização de cães e gatos da zona rural de Bertópolis. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente está analisando morcegos da região, para entender como está a circulação do vírus da raiva entre os animais silvestres. O último caso de raiva humana registrado em Minas Gerais havia sido em 2012, no município de Rio Casca, na Zona da Mata. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, entre 2010 até 2021 foram registrados 40 casos da doença no país. No ano passado, apenas um caso e óbito pela doença foi registrado. Um paciente contraiu a doença após ser atacado por uma raposa infectada no município de Chapadinha (MA). Fonte:https://jornaldebrasilia.com.br/

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