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sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Salários dos professores da rede pública preocupam o novo governador

Equipe de Rodrigo Rollemberg vê risco de utilizar orçamento de 2015 para assegurar pagamento em janeiro. TCDF emite alerta



Rollemberg, com a equipe de transição: salário de dezembro dos professores terá que ser pago com orçamento de 2015

O futuro governador Rodrigo Rollemberg (PSB) declarou, ontem, que deve usar recursos do orçamento de 2015 para pagar, em 5 de janeiro, os salários dos professores da rede pública referentes a dezembro deste ano, mais a antecipação de férias e o abono. Ele teme que o atual governo não deixe dinheiro em caixa para o valor referente ao último mês de 2014, período que ainda faz parte do mandato de Agnelo Queiroz (PT). O socialista disse estar atento à questão, pois o fato pode comprometer o calendário escolar do próximo ano. “Temos que lembrar que dia 1º é feriado, enquanto 3 e 4 não são dias úteis. O salário tem de estar na conta do professor em 5 de janeiro, para ele sair de férias e conseguir voltar em 4 de fevereiro em tempo de começar as atividades”, explicou durante reunião com a equipe de transição de governo.

O sinal de alerta foi dado. Se não cuidar das contas e não fechar a matemática dos gastos com pagamento de servidores, o Governo do Distrito Federal (GDF) não conseguirá fugir do arrocho previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A tarefa, ao que tudo indica, ficará para o próximo chefe do Executivo. A futura administração terá pela frente a tarefa de controlar a crescente folha de pagamento, que desde o início do ano compromete mais da metade da arrecadação local.

Em janeiro, 64,98% do dinheiro do GDF destinou-se a pagamento de servidores. O gasto saltou para 92,79% no mês passado, como o Correio mostrou na edição de ontem. O Tribunal de Contas do DF (TCDF) alertou o governador, Agnelo Queiroz (PT), sobre os cuidados com o limite prudencial.

Na manhã de ontem, o governo começou a tomar providências para ajustar o caixa. Há dias enfrentando problemas, como greve no transporte e suspensão da coleta de lixo, Agnelo se reuniu com o ministro interino da Fazenda, Arno Augustin, para cobrar repasse de R$ 625 milhões da área de Previdência. O valor ainda será analisado pelo Tesouro Nacional, mas, se autorizado, significaria uma ajuda de custo ao GDF na reta final de governo. Mesmo que o dinheiro seja liberado, não haverá impacto nos limites estabelecidos pela LRF para gastos com pessoal.

Fonte:Correio Braziliense

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