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quinta-feira, 6 de janeiro de 2022

Governo recua e diz que não vai exigir receita médica para vacinar crianças

Foto:(crédito: Michael M. Santiago/AFP)
Vacina da Pfizer para faixa etária de 5 a 11 anos é específica e equivale a da dosagem para adultos. Única exigência para vacinar o grupo é a presença de pais ou responsáveis ou autorização por escrito. Confira as orientações da pasta O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (5/1) as regras para a vacinação contra a covid-19 de crianças entre 5 a 11 anos e confirmou que não vai exigir receita médica para imunização. Segundo a pasta, o primeiro lote de vacinas para o grupo pediátrico deve chegar ao Brasil no próximo dia 13. Já a distribuição aos estados deve começar no dia seguinte. O ministro Marcelo Queiroga aproveitou a coletiva para destacar as diferenças do imunizante utilizado para a faixa-etária. “Essa faixa etária merece uma ênfase especial até porque esse público precisa ser atendido por vacina específica. Essa vacina foi desenvolvida pela Pfizer/Biontech, uma vacina que tem dosagem equivalente da vacina aplicada nos adultos. Isso foi testado em ensaios clínicos e logrou sucesso em agências sanitárias respeitáveis a exemplo do FDA, nos Estados Unidos, e a exemplo da Agência Europeia de Medicamentos (EMA). Agora, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) atestou a segurança regulatória”, explicou o ministro. Na verdade, a vacina da Pfizer/Biontech recebeu o registro da Anvisa ainda no ano passado, no dia 16 de dezembro. Sobre a vacinação em crianças, a pasta salientou as seguintes orientações: A vacinação será em ordem decrescente, ou seja, começará pelas crianças mais velhas, de 11 anos, para as mais novas, de 5 anos, com prioridade para quem tem comorbidade ou deficiência permanente e para crianças quilombolas e indígenas; As duas doses da vacina serão aplicadas em intervalo de 8 semanas (dois meses), um prazo maior do que o de 21 dias previsto na bula. Segundo Rosa Leite Melo, secretária de enfrentamento da covid-19, esse período maior traz mais segurança e diminui as chances de efeitos adversos; O Ministério da Saúde orienta que os pais busquem recomendação prévia médica antes da imunização, mas não há exigência de receita médica para aplicar a vacina; Haverá prioridade para quem possui comorbidade ou deficiência permanente. Crianças que vivem em lar com pessoas com alto grau de desenvolvimento de covid-19 de alto risco também terão prioridade; A autorização por escrito será necessária apenas se não houver pai, mãe ou responsável presente no momento da aplicação do imunizante. Fonte:https://www.correiobraziliense.com.br/

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