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terça-feira, 18 de agosto de 2026

"Banco do Pastor": golpe em igreja prometia rendimento de 10% ao mês.

 

                                        A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou a Operação Golpe de Fé para desarticular organização criminosa que usava falso banco digital para aplicar golpes - (crédito: Reprodução/Polícia Civil do Rio de Janeiro)




Líder religioso convencia vítimas a investir; esquema causou prejuízo milionário a dezenas de pessoas no Rio de Janeiro.

A Polícia Civil deflagrou, nesta terça-feira (18/8), a Operação Golpe de Fé para desarticular uma organização criminosa que usava um falso banco digital, ligado a uma igreja evangélica, para aplicar golpes financeiros e lavar dinheiro. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e na capital paulista.

O esquema prometia rendimentos de até 10% ao mês e causou um prejuízo estimado em mais de R$ 1 milhão. As investigações apontam que o líder de uma igreja, que atuava em São Gonçalo e depois em Niterói, usava sua posição religiosa para ganhar a confiança dos fiéis.

Ele convencia as vítimas a investir em uma plataforma operada por uma empresa conhecida como “Banco do Pastor”. A promessa era de um retorno mensal de aproximadamente 10% sobre o valor aplicado.


Como o esquema funcionava

Após captar os recursos, os pagamentos dos rendimentos prometidos começaram a falhar, até serem completamente interrompidos. Os agentes identificaram pelo menos sete registros de ocorrência relacionados ao golpe, com um prejuízo calculado em cerca de R$ 1,11 milhão.

A investigação revelou uma estrutura complexa, com tarefas divididas entre captadores de clientes e operadores financeiros. Pessoas físicas e jurídicas eram usadas para administrar e  movimentar o dinheiro das vítimas.

O quadro societário da empresa responsável pelo falso banco digital chamou a atenção. Com um capital social declarado de R$ 5 milhões, alguns sócios não tinham capacidade financeira compatível, indicando o uso de interpostas pessoas para ocultar os verdadeiros beneficiários do negócio.

Os valores obtidos das vítimas foram direcionados para contas pessoais do principal alvo da operação e para empresas ligadas a ele, incluindo negócios nos setores de construção civil, laboratório e consultoria contábil. Uma conta de uma instituição de pagamentos teria funcionado como "conta de passagem", movimentando mais de R$ 5,4 milhões em operações classificadas como estornos.

A esposa e o filho do líder religioso também participavam da estrutura criminosa. Eles apareciam como sócios de empresas utilizadas para movimentar os recursos e realizar saques de grandes quantias em dinheiro.

As diligências continuam para aprofundar a apuração das conexões financeiras e patrimoniais entre os investigados, identificar outros envolvidos e recuperar os ativos obtidos com as atividades ilícitas.

Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.



Fonte: Correio Brazilense

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