Cada manhã, Luzia e Marisel saem com seus carrinhos velhos, procurando garrafas entre o lixo. O que para muitos é resto, para elas é comida, roupa e material escolar.
Não lhes importa o calor nem os olhares de desprezo. Cada garrafa recolhida significa um pouco de alívio em casa.
O mais difícil não é o lixo nem o trabalho, mas a indiferença.
Ninguém lhes agradece, ninguém reconhece o esforço. Elas só pensam em chegar em casa e ver os filhos com um prato de comida quente.
Luzia diz: “Se pararmos de recolher, meus filhos não comem”. Marisel concorda e continua empurrando o carrinho, com a esperança de juntar o suficiente para sobreviver mais um dia.

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