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quinta-feira, 16 de junho de 2022

Mãe mata filha de cinco anos e esconde o corpo na Itália

Martina Patti, 23, foi presa na Sicília, Itália, depois de admitir ter matado sua filha de cinco anos e escondido o corpo em meio a cinzas vulcânicas. Para despistar as investigações, ela disse à polícia que a menina havia sido sequestrada em troca de resgate, mas os oficiais suspeitaram da história. De acordo com os jornais locais, a mãe acionou a polícia na segunda-feira, 13, para noticiar o sequestro da filha. Ela teria dito que três homens encapuzados, um deles armados, levaram a menina enquanto ela saía da escola onde havia ido buscá-la. Patti ainda afirmou ter visto a criança entrar em um carro sem placa. A polícia começou a investigar o desaparecimento e fez uma primeira rodada de interrogatórios. Mas passou a suspeitar após encontrar inconsistências no depoimento da mãe, além de não acharem crível um sequestro motivado por resgate já que a família não era rica. Foi no segundo interrogatório que a mulher começou a chorar e contou onde o corpo da filha estava enterrado. Segundo a polícia, o corpo foi encontrado a 200 metros de sua casa, em Mascalucia, uma cidade na província de Catania, sob terra e cinzas vulcânicas do Monte Etna. A mulher acertou a menina com uma faca de cozinha que ainda não foi encontrada, disse os policiais em coletiva. De acordo com a polícia, Patti não forneceu um motivo para o assassinato, mas a hipótese dos policiais é que o crime foi motivado por ciúmes. A mãe não estaria gostando da proximidade da filha com a nova namorada do seu ex-parceiro e pai de Elena, Alessandro Del Pozzo. O assassinato foi cometido um dia depois que a menina passou o dia com os avós paternos, o pai e sua namorada, segundo o jornal La Notizia. “Não me lembro do que passou pela minha cabeça quando esfaqueei minha filha”, disse Martina Patti durante o interrogatório. Ela responderá por assassinato e ocultação de cadáver. A advogada de defesa Gabriele Celesti disse ao canal Rai News que “foi um interrogatório dramático de uma mulher destruída e julgada que fez algo que ela também não achava que poderia fazer”. Enzo Magra, prefeito de Mascalucia, disse: “Estou chocado. Ao ouvir a notícia, comecei a chorar. É um drama único que nunca quisemos ouvir.” Estadão Conteúdo Fonte:https://jornaldebrasilia.com.br/

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