ELEIÇÕES 2026

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sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

SEM REAJUSTE ORÇAMENTO DE 2018 NÃO PREVÊ CORREÇÃO DA TABELA DO IR, INFORMA RECEITA

A FAIXA DE ISENÇÃO CONTINUARÁ EM VIGOR APENAS PARA QUEM RECEBE ATÉ R$ 1.903,98




A RECEITA INFORMOU QUE NÃO COMENTARÁ OS CÁLCULOS DO SINDIFISCO NACIONAL
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Sem correção há três anos, a tabela do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) passará mais um ano sem reajuste, informou hoje (11) a Receita Federal. Para este ano, a faixa de isenção continuará em vigor apenas para quem recebe até R$ 1.903,98.
De acordo com cálculos do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Nacional (Sindifisco Nacional), a defasagem acumulada da tabela do Imposto de Renda entre 1996 e 2017 chega a 88,4%, se a correção pela inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) tivesse sido aplicada todos os anos.
De acordo com o Sindifisco Nacional, se toda a defasagem tivesse sido reposta, a faixa de isenção para o Imposto de Renda seria aplicada para quem ganha até R$ 3.556,56. O desconto
por dependente subiria de R$ 2.275,08 para R$ 4.286,28 por ano. O valor deduzido com gastos de educação chegaria a R$ 6.709,90, contra R$ 3.561,50 atualmente.
Em nota, o Sindifisco Nacional informou que a defasagem de quase 90% da tabela do Imposto de Renda achata a renda do trabalhador. “Se a faixa de isenção atual chega aos contribuintes que ganham até R$ 1.903,98, corrigida, livraria todo assalariado que ganha até R$ 3.556,56 de reter imposto na fonte. Representa dizer que essa diferença de R$ 1.652,58 pune as camadas de mais baixa renda. Importante lembrar que a tabela do IRPF não é reajustada desde 2016 [ano-base 2015]”, destacou a entidade.
Para a entidade, o achatamento só não foi maior porque o IPCA de 2017 ficou em 2,95%, um dos valores mais baixos em 20 anos.

A Receita informou que não comentará os cálculos do Sindifisco Nacional.(ABr)




quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Prefeitura de Águas Lindas já está recebendo novos pedidos de equipamento para pessoas com deficiência



Dando continuidade na parceria estabelecida entre a Prefeitura Municipal de Águas Lindas de Goiás e o Centro de Reabilitação e Readaptação Dr. Henrique Santillo (CRER) localizado em Goiânia, a Secretaria Municipal de Saúde por meio do Departamento de Atenção a Pessoa com Deficiência está recebendo a documentação dos pacientes que necessitem de cadeiras de rodas, cadeiras de banhos, muletas entre outros equipamentos.
O prefeito Hildo do Candango informou que a parceria com uma instituição CRER, possibilita um atendimento de alta qualidade para os pacientes do município, “temos trabalhado para garantir atendimento de excelência e qualidade de vida aos nossos cidadãos. Nos últimos meses atendemos mais de 200 pacientes que apresentaram melhora em seu quadro” , disse Hildo do Candango.
O secretario de saúde Eduardo Rangel informou que os pacientes que necessitam do trabalho receberão todas as informações necessárias através do departamento responsável. “O paciente deve procurar a regulação que está localizada no setor Vivendas Paraiso as margens da BR-070 munidos de todos os documentos pessoais, o laudo médico indicando a patologia do paciente e comprovante de endereço atualizado. A equipe fará o agendamento das consultas e na data marcada a secretaria fará o transporte até o CRER para aferição das medidas, pois todas as cadeiras são montadas de acordo com a necessidade de cada paciente”, disse Eduardo.
Saiba Mais
O CRER é um complexo hospitalar que atende pelo Sistema Único de Saúde (SUS). É reconhecido pelo Ministério da Saúde como Centro Especializado em Reabilitação (CER) IV, pela atuação na reabilitação das pessoas com deficiência física, auditiva, visual e intelectual. É o primeiro hospital público do Centro-Oeste com o certificado de Acreditado com Excelência – Nível 3 da Organização Nacional de Acreditação (ONA).
Da Assessoria de Comunicação da Prefeitura
Fotos: ASCOM


Inovação ---Assembleia começa a cortar ponto de deputados faltosos em 2018

Medida, aprovada em plenário no ano passado, passa a valer com a volta dos trabalhos


Presidente da Assembleia Legislativa de Goiás, José Vitti | Foto: Ruber Couto


Por Alexandre Parrode

O presidente da Assembleia Legislativa, José Vitti (PSDB), tomou uma atitude de inédita na Casa ao adotar o ponto biométrico para o registro de presença dos deputados. Com isso, haverá corte de salário aos que não comparecerem às sessões ordinárias.
As medidas de controle de presença dos deputados foram aprovadas no plenário durante o esforço concentrado do final do ano e entram em vigor 2018, com a volta dos trabalhos no Legislativo goiano.
Vitti afirma que relutou em tomar a decisão porque não foi eleito para ser “bedel de deputado”, mas ressalta que o corte do ponto, apesar de constrangedor, mostra-se necessário para garantir quórum e a tramitação dos projetos.
Presidente da Comissão de Constituição de Justiça e Redação, o deputado Álvaro Guimarães (PR) respalda a mudança. “Sou a favor. Os deputados devem cumprir com suas obrigações e as principais delas são a presença no plenário e nas comissões”, disse.
Líder da oposição, o deputado José Nelto (MDB) afirmou que os gazeteiros são motivo de vergonha para Casa e manifestou apoio integral à adoção da biometria e do corte do ponto dos faltosos.

O deputado Santana Gomes (PSL) também manifestou apoio à decisão de Vitti: “Deputado tem, sim, que dar assistência às suas bases, mas tem também que votar as matérias. Não adianta falar na minha base que eu sou deputado se não estou na Assembleia para tratar dos projetos”.

Fonte:Jornal Opção

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Governador de Goiás discute crise penitenciária com ministro da Justiça

Marconi Perillo se encontrou com Torquato Jardim em Brasília, em meio às rebeliões que ocorrem nos presídios de Goiás


Ed Alves/CB/D.A Press
"Eu apresentei ao ministro um dossiê de todos os investimentos que o Estado fez", afirmou Perillo



O governador de Goiás, Marconi Perillo, se encontrou, nesta terça-feira (9/1) com o ministro da Justiça, Torquato Jardim, para discutir a crise que atinge o setor penitenciário no estado. Perillo recebeu críticas do Ministério da Justiça por não utilizar todo o orçamento repassado pelo governo federal e que foi destinado para a segurança pública.

Na reunião com Torquato, realizada no Ministério da Justiça, em Brasília, Perillo prestou contas dos investimentos realizados no setor penitenciário. "Eu apresentei ao ministro um dossiê de todos os investimentos que o Estado fez. Falei com ele sobre a necessidade ter presídios federais em todos os estados para custodiar criminosos que realizam crimes transnacionais", destacou.

Durante uma coletiva de imprensa, realizada ontem em Goiânia, por conta da visita da ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF) ao estado, Perillo evitou criticar o governo federal, mesmo com as demais autoridades reclamando da falta de apoio da União para enfrentar o problema. 

Assim que o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia foi atingido por uma rebelião que deixou nove mortos e mais de 200 foragidos, o Ministério da Justiça divulgou uma nota afirmando que repassou ao governo goiano no ano passado R$ 32 milhões para manutenção e expansão dos presídios. No entanto, de acordo com a pasta, apenas 18% desse valor foi usado. 

Fonte:Correio Braziliense

ELEIÇÕES 2018 --DECRETO REÚNE NORMAS PARA SERVIDORES DO GDF EM ANO ELEITORAL

LEGISLAÇÃO IMPÕE RESTRIÇÕES ADMINISTRATIVAS PARA O PERÍODO
GDF PUBLICA DECRETO QUE REÚNE NORMAS DE CONDUTA PARA SERVIDORES PÚBLICOS EM ANO ELEITORAL DE ACORDO COM A LEGISLAÇÃO BRASILEIRA

Um decreto que reúne normas de conduta para servidores do governo do Distrito Federal durante o período eleitoral foi publicado nesta terça (9) no Diário Oficial do DF. O documento trata de ações não permitidas aos funcionários públicos no ano de eleições de acordo com a legislação brasileira.
“O governo está preocupado com o fiel cumprimento das normas que regem o processo eleitoral, com a finalidade de manter a transparência, a lisura e a equidade do processo”, afirmou o chefe da Casa Civil em exercício, Guilherme Abreu.
René Rocha Filho, consultor jurídico adjunto, explicou que a publicação visa orientar os servidores do GDF. “O decreto não cria regra, mas explicita as que já estão na lei eleitoral e em outras leis específicas, para que todos os agentes políticos e públicos do Distrito Federal, sejam eles candidatos ou não, as observem fielmente para que o processo eleitoral ocorra dentro da mais estrita legalidade e regularidade.”
De acordo com a publicação, os agentes não podem, por exemplo:
  • Ceder ou usar bens móveis ou imóveis da administração pública em benefício de candidato, partido político ou coligação, ressalvada a realização de convenção partidária;
  • Usar materiais ou serviços da administração pública ou por ela custeados em benefício de candidato, partido político ou coligação, que excedam as prerrogativas consignadas nas normas dos órgãos ou entidades que integram;
  • Prestar serviços ou ceder agentes públicos para campanha eleitoral no horário de expediente normal;
  • Fazer ou permitir uso promocional de distribuição de bens e serviços de caráter social, custeados ou subvencionados pela administração pública em favor de candidato, partido político ou coligação;
  • Fazer ou permitir propaganda eleitoral nos prédios ou no interior das repartições da administração pública, bem como nos veículos oficiais ou a serviço do Estado, ainda que fora do horário de expediente;
  • Usar vestes ou acessórios que ostentem propaganda eleitoral no período em que estiver no exercício das atividades funcionais.
Outras proibições
O decreto aponta ainda a proibição de comparecer a inaugurações de obras públicas a partir do dia 7 de julho deste ano; distribuição gratuita de bens, valores ou benefícios; execução de programas sociais por entidades vinculadas a algum candidato.
Do dia 7 de julho até a posse dos eleitos, não é permitido nomeação, contratação, demissão sem justa causa, prejudicar ou impedir o exercício funcional. Também fica vedada a remoção, transferência ou exoneração de servidores públicos – exceto em cargos de comissão, dispensa de função de confiança, nomeação de aprovados em concursos homologados até o início do prazo, entre outros casos.
Contratação de artistas e distribuição de material eleitoral
O documento aponta também que a partir de 7 de julho fica proibida a contratação de shows artísticos para inauguração de obras e prestação de serviço. Distribuição de propaganda eleitoral no transporte público também fica proibida.
Também não é permitida a divulgação de publicidade institucional dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos órgãos e entidades em qualquer meio de comunicação de julho até o fim das eleições.

Fonte:Diário do Poder


segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Concursos devem oferecer mais de 30 mil vagas neste ano

Especialistas acreditam em um bom ano para quem quer ingressar no serviço público, e aconselham que interessados não parem de estudar
Mariana Fernandes / Lorena Pacheco / Anna Russi*/
Carlos Vieira/CB/D.A Press
"Acho que (ao estudar em casa) consigo ter disciplina maior e focar no que eu preciso, além de melhorar a organização do meu tempo. Era muito puxado acumular as três atividades", Daniel Wercerlens, estudante
 
Uma boa notícia para quem pretende entrar para o serviço público. O Orçamento federal e os de estados e municípios preveem abertura de 30.068 vagas neste ano. E melhor, desse total, 19.810 oportunidades são para o Distrito Federal e 10.258, para União — 6.564 novas e 4.404 já existentes.
 
 
O destaque na esfera nacional certamente vai para o Judiciário, detentor de autorização para abrir a maioria das chances, 5.057. Só no Superior Tribunal de Justiça serão 670 oportunidades. O Poder Executivo ganha no quesito provimento, com 3.220 nomeações — apenas na Defensoria Pública da União devem ser criados 811 cargos. No Legislativo, entretanto, nenhuma vaga será criada. Há apenas autorização para provimento de 194 candidatos já aprovados.

Apesar de a notícia ser animadora e dar fôlego aos concurseiros para que mantenham a rotina de estudo, o que está previsto em orçamento nem sempre se concretiza. Segundo o professor Flávio Assis, que dá aulas de administração financeira e orçamentária no Gran Cursos Online, trata-se de uma autorização, que depende de adequação orçamentária.

Chances

Para o especialista, o número de chances federais é razoável para um momento em que o governo precisa conter gastos, apesar de haver bem mais cargos vagos. “A ideia do governo de reduzir o número de cargos é para ajustar a máquina pública. As pessoas pensam que têm cunho político, mas, na verdade, não é isso. Existem muito mais cargos vagos do que os autorizados pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e haverá mais ainda com a reforma da Previdência.

Assis acredita que muitos servidores vão se aposentar para fugir do tempo maior de trabalho previsto pelas mudanças, e a carência de pessoal vai aumentar em 2019. “O governante que assumir terá de preencher esses cargos. Neste ano, o critério será de ajuste, mas, em 2019 e em 2020, quem assumir, com certeza, terá de preencher essas cargos, não tem como. Digo isso, tomando como base a estabilidade econômica que o país está conseguindo recuperar agora.”

A dica do professor do Gran Cursos é não desanimar, pois, se este ano não estiver tão bom, os próximos serão melhores. “Sei que é chato só estudar sem ter nada definido, mas é preciso manter o foco, os candidatos têm de estar preparados e os estudos não podem parar.”

O estudante de direito Daniel Wercerlens, 21 anos, segue o conselho à risca. Mesmo antes de se formar e sem ter uma seleção específica como meta, dedica um tempo do dia ao estudo para seleções públicas. Depois de passar seis meses acumulando aulas noturnas de um cursinho com as da faculdade e um estágio, resolveu estudar em casa. “Acho que consigo ter disciplina maior e focar no que eu preciso, além de melhorar a organização do meu tempo. Era muito puxado acumular as três atividades”, diz. O objetivo dele é, quando se formar, já ter passado em um concurso, garantindo estabilidade e remuneração.

O professor de direito constitucional do IMP Concursos Aragonê Fernandes defende que, se 2017 foi um bom ano para os concurseiros, 2018 promete mais. “Já temos vagas abertas e publicadas, como as para o Superior Tribunal Militar (STM), o Tribunal de Justiça de São Paulo e o Tribunal de Justiça de Alagoas. É preciso estudar logo e aproveitar as chances”, lembra.

Segundo Fernandes, para este ano, são esperados os concursos do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), todos de abrangência nacional. Porém, o concurso público mais esperado em 2018, na opinião dele, é o do Ministério Público da União (MPU). “Esta é minha grande aposta e expectativa, já que reservaria vagas em todo o Brasil”, diz. O professor acredita que todos estados brasileiros serão contemplados com vários cargos, inclusive capitais e interior. “Além de ser nacional, no DF, é um concurso que atrai uma verdadeira multidão”, comenta.

O professor de português do GranCursos Online Elias Santana defende que o momento é de estudar, porque, se muitos acreditam que, em ano eleitoral, não são abertos muitos concursos, “não é bem assim”. “Este novo ano tem tudo para ser muito melhor que 2017. Ano eleitoral não impede bons editais. É uma oportunidade excelente para estudar e sair na frente da concorrência que está desanimada”, explica.

Para Santana, a prova de que 2018 será um ótimo ano já foi evidenciada a partir da quantidade de editais relevantes que foram publicados em dezembro de 2017. “Além do MPU, que deverá ser destaque, tudo que envolver TRT e TRE serão boas oportunidades. Fique atento”, recomenda.
 
CB/D.A Press
 

Distrito Federal 

Cumprida a Lei de Responsabilidade Fiscal, que limita o gasto com funcionalismo, o Governo do Distrito Federal incluiu no orçamento a abertura de diversas vagas. O professor de direito constitucional do IMP Concursos Aragonê Fernandes aposta no lançamento de concurso para a Polícia Militar, com mais de 2 mil vagas para breve. A banca organizadora já foi até escolhida, é o Instituto Americano de Desenvolvimento (Iades). A expectativa é de que saiam editais também de algumas secretarias locais e do Tribunal de Justiça do DF.

Segundo a Secretaria de Planejamento, estão previstos concursos para as carreiras de auditor tributário, de políticas públicas e gestão governamental, de técnico da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) neste ano e logo serão autorizados 426 cargos para assistência pública à saúde.

* Estagiária sob supervisão de Rozane Oliveira

FFonte:Correio Braziliense

POLÊMICAS A CAMINHO ---CONHEÇA 7 AÇÕES POLÊMICAS NO STF EM 2018

FIM DO FORO E CANDIDATURA AVULSA ESTÃO NA PAUTA DO SUPREMO


FIM DO FORO E CANDIDATURA AVULSA ESTÃO NA PAUTA DE JULGAMENTOS DO SUPREMO

Pelo menos sete casos de grande repercussão, e que dependem da palavra final do Supremo Tribunal Federal (STF), ficaram para serem julgados este ano. Alguns foram previstos para as últimas sessões de 2017, mas não houve tempo. A definição de foro privilegiado só para alguns casos (1) é um desses temas. Outro é o direito de candidatura avulsa (2), de interesse do ministro aposentado Joaquim Barbosa. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.
O caso do registro civil para transexuais (3), não menos polêmico, e a doação de sangue por homossexuais (4) também serão julgados.
Ficaram também para 2017 o julgamento da permissão ou proibição do “sabor” de cigarros (5) produzidos no Brasil.
Serão definidos a legalização do consumo de maconha (6) e a redução de 6 para 5 anos da idade para matricular criança no fundamental (7).

Fonte:Diário do Poder

domingo, 7 de janeiro de 2018

Eleições PDT escolhe data polêmica para lançar pré-candidatura de Ciro Gomes à presidência

Alvo de críticas na corrida eleitoral de 2002 após comentário machista, pedetista planeja lançamento para o Dia Internacional da Mulher

Por Marcelo Gouveia


Foto: Bruna Aidar | Jornal Opção


A coluna Painel, do Jornal “Folha de S. Paulo”, deste sábado (6/1) traz a informação de que PDT planeja lançar a pré-candidatura de Ciro Gomes à presidência, em Brasília, no dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher.

A própria coluna recorda que, em 2002, quando concorreu ao Planalto, Ciro foi duramente criticado por feministas por dizer que o papel de Patrícia Pillar na campanha, sua companheira na ocasião, era dormir com ele.

Fonte:Jornal Opção

sábado, 6 de janeiro de 2018

PF cria grupo para combater “fake news” nas eleições

PF cria grupo para combater “fake news” nas eleições
Força-tarefa irá investigar autores de notícias sobre candidatos



A Polícia Federal (PF) dará início nos próximos dias em Brasília às atividades de um grupo especial formado para combater notícias falsas durante o processo eleitoral. A medida tem o objetivo de identificar e punir autores de “fake news” contra ou a favor dos candidatos. O grupo, que é formado por um delegado, um agente e um perito criminal federal, deverá trabalhar com técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Procuradoria Geral da República (PGR).
Além da equipe, a PF quer sugerir a criação de uma legislação específica para as “fake news”, de modo que a prática seja devidamente tipificada e as penas definidas. A ideia é enviar a sugestão ao Congresso antes das eleições, para que a lei seja aplicada ainda durante o pleito deste ano.
No último dia 20 de dezembro, o diretor-geral da PF, Fernando Segovia, se reuniu com o ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), e com o procurador eleitoral Humberto Jacques de Medeiros para definir as diretrizes da força-tarefa.
Fux vai presidir o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nas eleições de 2018 e o grupo especial vai investigar de onde partem “fake news” e as campanhas de ofensas que se espalham nas redes sociais durante os pleitos.


Portal Metrópoles

BOLSONARO SERÁ CANDIDATO PELO PSL, AFIRMA PRESIDENTE DO PARTIDO


PARA LUCIANO BIVAR, HÁ 'MAIS SEMELHANÇAS QUE DIFERENÇAS' ENTRE O PENSAMENTO DO DEPUTADO E DA SIGLA



INTEGRANTES DO LIVRES QUE REPUDIAVA A PRESENÇA DE BOLSONARO NO PSL SAÍRAM DO PARTIDO ASSIM QUE FOI CONFIRMADO O ACERTO (FOTO: REPRODUÇÃO)


O presidente do PSL, o deputado Luciano Bivar (PE), afirmou que foi “firmado um acordo com o presidenciável Jair Bolsonaro” e que ele será candidato do partido à Presidência da República. 
O encontro confirmou a disposição de Bivar em “ceder” a legenda para Bolsonaro. “Existem mais semelhanças do que diferenças entre Bolsonaro e o nosso pensamento liberal. É um orgulho tê-lo ao nosso lado”, disse Bivar.
Em uma carta divulgada à imprensa confirmando a filiação de Bolsonaro ao PSL, assinada tanto pelo deputado federal quanto pelo presidente do partido, as semelhanças entre os ideiais são também reforçados. Eles falam em "total comunção de pensamentos" entre o partido e o presidenciável.
"Tanto para o presidente Luciano Bivar, quanto para o Deputado jair Messias Bolsonaro, são prioridades para o futuro do País, o pensamento econômico liberal, sem qualquer viés ideológico, assim como, o soberano direito a propriedade privada e a valorização das forças armadas e de segurança", escrevem. "Ambos comungam também da necessidade de perservar as instiuições, proteger o Estado de Direito em sua plenitude e defender os valores e princípios éticos e morais da família brasileira", completam.
Integrantes do Livres, grupo que atuava dentro do PSL e repudiava a presença de Bolsonaro por considerá-lo um candidato fisiológico e conservador demais, anunciaram oficialmente a saída do partido assim que foi confirmado o acerto. 
O presidente do PEN/Patriota, Adilson Barroso, afirmou que ainda não recebeu um telefonema de Bolsonaro confirmando a desistência de se candidatar pelo Patriota. "Se isso for confirmado, sei que Deus guardará o melhor para nós. Bolsonaro sabe que no meu partido ele tinha 100% de chances de ser eleito presidente da República", completou. (AE)
 Fonte: Diário do Poder

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

"PARTIDOS DE ALUGUEL" STF PEDE A TEMER E EUNÍCIO OLIVEIRA INFORMAÇÕES SOBRE DIRETÓRIOS PROVISÓRIOS

PGR ALEGA QUE DISPOSITIVO FAVORECE OS "PARTIDOS DE ALUGUEL"


CÁRMEN LÚCIA ATENDEU PEDIDO FEITO PELA PGR (FOTO: MARCELO CAMARGO/ABR)

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, pediu nesta quinta-feira (04) que o Presidente Michel Temer e o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), prestem informações, com urgência e prioridade, no âmbito de ação que questiona trecho de emenda que permite aos partidos políticos definirem livremente a duração de seus diretórios provisórios. Em 2016, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) definiu que esses órgãos só podem durar 120 dias, resolução que passou a valer em agosto do ano passado. A emenda do Congresso também é do ano passado, mas de outubro. 
A Procuradoria-Geral da República (PGR) entrou com a ação no Supremo no último dia 28. O artigo questionado é o 1º da Emenda Constitucional 97/2017, aprovada durante a Reforma Política, no dia 4 de outubro de 2017. De acordo com a PGR, o dispositivo fere a Constituição Federal e tem caráter antidemocrático, ao concentrar o poder de decisão nos diretórios nacionais e favorecer a existência de "partidos de aluguel".
Promulgado pelo Congresso, o texto da emenda estabelece normas sobre acesso dos partidos políticos aos recursos do fundo partidário e ao tempo de propaganda gratuito no rádio e na televisão para o próximo ano eleitoral, e veda as coligações partidárias nas eleições proporcionais, neste caso para 2020. A procuradora questiona somente do artigo 1º.
Para Raquel, o aval para os partidos definirem livremente o prazo de vigência dos diretórios provisórios é um obstáculo à renovação política municipal ou estadual. A concentração de poder na direção nacional também pode levar ao uso da legenda como "partido de aluguel", afirma a procuradora. O documento cita que o TSE já definiu que os diretórios provisórios devem ter duração máxima de 120 dias. Raquel pede que o Supremo interprete esse prazo. 
A medida do TSE foi instaurada porque as comissões provisórias não têm seus dirigentes eleitos pelos filiados do partido. Nestes casos, os dirigentes - responsáveis por escolher os candidatos que concorrem nas eleições - são determinados hierarquicamente pelo diretório nacional dos partidos, e não eleitos. No âmbito da resolução do tribunal, ou estes órgãos organizam eleições para definir esses cargos, ou devem ser dissolvidos no prazo de até 120 dias. 
Antes desta determinação do TSE, os partidos não tinham prazo para acabar com os diretórios provisórios. A reação do Congresso em outubro, ao aprovar o artigo na emenda, foi de retornar ao modelo anterior destes órgãos em estados e municípios. O TSE afirmou que vai se manifestar sobre a situação depois de uma decisão da ministra Cármen Lúcia. 
Nas conclusões da ação, a procuradora cita que o "perigo" dos partidos ficarem livres neste quesito se revela danoso com as eleições de 2018 próximas.
Crítica. Como nas comissões provisórias é a hierarquia do partido quem decide a liderança local, a possibilidade de um diretório provisório durar por anos fica em aberta, sem que os filiados possam votar e instituir de forma democrática um diretório local. “É necessário estender o poder aos filiados, para que eles possam fazer essa escolha”, ressaltou ao Broadcast Político o ex-ministro Henrique Neves, que deixou o TSE em abril. 
O ex-ministro participou da elaboração da resolução sobre o tempo de duração máxima desses órgãos e afirmou que a ação da PGR visa defender a democracia interna dos partidos. “O partido também está representando alguém, representa o filiado. Partidos políticos são órgãos da democracia, eles não podem ser órgãos antidemocráticos”, ressaltou Neves. (AE)


Fonte: Diário do Poder

quinta-feira, 4 de janeiro de 2018

Eleições 2018: regras sobre pesquisas eleitorais já valem a partir de 1° de janeiro

Resolução da Corte disciplina registro e divulgação de pesquisas eleitorais

Logomarca Eleições 2018


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou nesta segunda-feira (18), durante sessão administrativa, a resolução que dispõe sobre pesquisas eleitorais para as eleições. O documento disciplina os procedimentos relativos ao registro e à posterior divulgação, por qualquer meio de comunicação, de pesquisas de opinião pública para as eleições aos cargos de presidente da República, governador, senador e deputados federal, estadual e distrital.
Entre outras determinações, a resolução dispõe que, a partir de 1º de janeiro de 2018, as entidades e as empresas que realizarem pesquisas de opinião pública sobre as eleições ou candidatos, para conhecimento público, serão obrigadas a registrar cada pesquisa no Juízo Eleitoral ao qual compete fazer o registro dos candidatos. O registro da pesquisa deve ocorrer com antecedência mínima de cinco dias de sua divulgação.
De acordo com o documento, na contagem do prazo, deve ser excluído o dia do início e incluído o do vencimento. O Sistema de Registro de Pesquisas Eleitorais (PesqEle), disponível nas páginas dos Tribunais Eleitorais, na internet, deve informar o dia a partir do qual a pesquisa poderá ser divulgada.
Além disso, o registro de pesquisa será realizado via internet, e todas as informações deverão ser inseridas no PesqEle, devendo os arquivos estar no formato PDF.  É importante destacar que a Justiça Eleitoral não se responsabiliza por erros de digitação, de geração, de conteúdo ou de leitura dos arquivos anexados ao PesqEle.
O registro poderá ser realizado a qualquer tempo, independentemente do horário de funcionamento da Justiça Eleitoral.  Até o sétimo dia seguinte ao registro da pesquisa, será ele complementado com os dados relativos aos municípios e bairros abrangidos. Na ausência de delimitação do bairro, será identificada a área em que foi realizada.
As empresas ou entidades também poderão utilizar dispositivos eletrônicos portáteis, tais como tablets e similares, para a realização da pesquisa, os quais poderão ser auditados, a qualquer tempo, pela Justiça Eleitoral.
Registros
O registro de pesquisa será obrigatoriamente realizado por meio do PesqEle. Com isso, é de inteira responsabilidade da empresa ou da entidade o cadastro para a utilização do sistema e a manutenção de dados atualizados na Justiça Eleitoral, inclusive quanto à legibilidade e à integridade do arquivo.
Ele poderá ser alterado desde que não decorrido o prazo de cinco dias contados do seu registro. Dessa forma, serão mantidos no sistema a data do registro e o histórico das alterações realizadas e do cancelamento, se for o caso.
Não será permitida a alteração no campo correspondente à Unidade da Federação (UF), devendo, em caso de erro em relação a esse campo, a pesquisa ser cancelada pelo próprio usuário, sem prejuízo da apresentação de um novo registro.  Será livre o acesso, para consulta, aos dados do registro da pesquisa, nas páginas dos tribunais eleitorais, na internet.
Resultados
Na divulgação dos resultados de pesquisas, atuais ou não, serão obrigatoriamente informados:  o período de realização da coleta de dados: a margem de erro; o nível de confiança; o número de entrevistas; o nome da entidade ou da empresa que a realizou e, se for o caso, de quem a contratou e o número de registro da pesquisa.
A divulgação de levantamento de intenção de voto efetivado no dia das eleições somente poderá ocorrer nas eleições relativas à escolha de governador, senador e deputados federal, estadual e distrital, a partir das 17h do horário local. Já na eleição para a Presidência da República, a divulgação do levantamento somente poderá ocorrer após o horário previsto para o encerramento da votação em todo o território nacional.
Mediante requerimento à Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral, os candidatos, os partidos políticos e as coligações poderão ter acesso ao sistema interno de controle, à verificação e à fiscalização de coleta de dados das entidades e das empresas que divulgarem pesquisas de opinião relativas aos candidatos e às eleições.
Impugnações
O Ministério Público Eleitoral, os candidatos, os partidos políticos e as coligações são partes legítimas para impugnar o registro ou a divulgação de pesquisas eleitorais perante o Tribunal competente.
O pedido de impugnação do registro de pesquisa deve ser autuado no Processo Judicial Eletrônico (PJE), na classe Representação (Rp), devendo a Secretaria Judiciária providenciar a citação imediata do representado, para, querendo, apresentar defesa em dois dias.
Considerando a relevância do direito invocado e a possibilidade de prejuízo de difícil reparação, o relator poderá determinar a suspensão da divulgação dos resultados da pesquisa impugnada ou a inclusão de esclarecimento na divulgação de seus resultados.
No período compreendido entre 15 de agosto e 19 de dezembro, as intimações serão realizadas preferencialmente pelo Mural Eletrônico ou por qualquer outro meio que garanta a entrega ao destinatário.
Penalidades
A divulgação de pesquisa fraudulenta constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano e multa no valor de R$ 53.205,00 a R$ 106.410,00.
O não cumprimento do disposto no artigo 34 da Lei nº 9.504/1997 ou a prática de qualquer ato que vise retardar, impedir ou dificultar a ação fiscalizadora dos partidos políticos constitui crime, punível com detenção de seis meses a um ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo prazo, e multa no valor de R$ 10.641,00 a R$ 21.282,00.
IC/EM
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Gestor responsável: Assessoria de Comunicação 

Fonte:TSE

Datafolha: Apoio à redução da maioridade penal para crimes graves cresce no Brasil

Datafolha: Apoio à redução da maioridade penal para crimes graves cresce no Brasil
Proposta gerou uma série de protestos e críticas de especialistas nos últimos anos

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (3) indica que o apoio à redução da maioridade penal de 18 para 16 anos para casos de crimes graves cresceu de 26%, em 2015, para 36%, em 2017. O índice avançou entre o total de entrevistados favoráveis à mudança na legislação -- representam 84% dos brasileiros, contra 87% registrados em abril de 2015.
A aplicação da medida somente em crimes específicos faz parte da proposta de emenda à Constituição (PEC) em discussão no Congresso. O relatório do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), apresentado em abril de 2016, está desde março do ano passado pronto para ser votado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado. Pelo texto do tucano, a redução da idade penal seria adotada caso a caso, e adolescentes de 16 e 17 anos poderiam ser julgados como adultos em caso de crimes considerados graves.
A proposta, contudo, não deve ser aprovada em ano de eleição, já que os parlamentares devem evitar assuntos polêmicos em 2018. A proposta gerou uma série de protestos e críticas de especialistas nos últimos anos. 
O Datafolha ouviu 2.765 pessoas em 192 municípios do país em 29 e 30 de novembro. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Homens e mulheres têm taxas parecidas de aceitação da redução -- 85% deles e 83% delas querem que adolescentes de 16 e 17 sejam julgados como adultos.
De acordo com a pesquisa, os ateus são os que menos apoiam a redução da maioridade penal, com apenas 65% se declarando a favor, contra 35% de contrários. Adeptos da umbanda, do candomblé e de outras religiões afro-brasileiras também são mais contrários ao tema, apoiado por 67%, enquanto, no caso dos católicos, 86% querem a mudança.
Entre evangélicos e espíritas, ambos desejam a mudança com 84%. O maior índice se encontra entre aqueles que afirmaram seguir outra religião, onde 91% são favoráveis.


Jornal do Brasil

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Prospectiva Em 2018, política internacional e futebol devem se misturar

Donald Trump, Oriente Médio, Coreia do Norte e Copa do Mundo são alguns dos temas que vão pautar os debates do ano que se inicia
A Copa do Mundo de 2018 servirá para promover a Rússia de Vladimir Putin | Foto: Divulgação












Não são somente os brasileiros que irão às urnas em 2018. Nos Estados Unidos, as eleições para a Câmara dos Representantes  o equivalente à Câmara Federal no Brasil  e para o Senado serão realizadas no dia 6 de novembro. O pleito servirá para testar o mandato do presidente Donald Trump.
Atualmente, os republicanos dominam as duas Casas. De acordo com Paulo Henrique Faria Nunes, doutor em Ciência Política pela Universidade de Liège, na Bélgica, os democratas possivelmente obterão mais cadeiras, mas um predomínio da oposição no Legislativo ainda não deve ocorrer.
Em 2017, houve uma série de tentativas para abrir um processo de impeachment contra Trump. Nenhuma obteve sucesso. Com os republicanos permanecendo no controle do Congresso, a possibilidade de isso ocorrer em 2018 é baixa.
Professor de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO), Danillo Alarcon avalia que o presidente dos Estados Unidos já conseguiu sobreviver a algumas políticas impopulares e, além disso, tem cumprido promessas de campanha, como a lei que barra a entrada de imigrantes oriundos de determinados países e a transferência da embaixada estadunidense em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.
Paulo Henrique Faria Nunes aponta quatro possíveis consequências da decisão de transferir a embaixada: reforçar o sentimento de unidade árabe e/ou islâmico; estreitar os laços entre os grupos palestinos Fatah e Hamas, que firmaram um acordo de paz há pouco tempo; incremento das relações entre alguns países do Oriente Médio com Europa Ocidental, Rússia e China em detrimento dos EUA; facilitação do recrutamento de pessoas, dentro e fora da região, por movimentos rebeldes e terroristas.
A embaixadora estadunidense na Organização das Nações Unidas (ONU), Nikki Haley, anunciou um corte de 285 milhões de dólares do financiamento dos EUA à entidade em resposta ao pouco apoio que o país teve da comunidade internacional no tocante à questão envolvendo Jerusalém, o que representa um mau presságio do que será a cooperação internacional voltada para as zonas socialmente vulneráveis em 2018.
Segundo Danillo Alarcon, os Estados Unidos podem fazer com que países economicamente dependentes sigam a medida de Trump. Até o momento, a Guatemala foi o único a fazê-lo.
Ainda no Oriente Médio, no que tange à guerra da Síria, a derrota do Estado Islâmico pode acarretar na transferência dos principais polos de gestação de terroristas para a África, principalmente Líbia e Somália. Dessa forma, o conflito sírio tende a ter uma intensidade menor. “Com a vitória praticamente assegurada de Bashar al-Assad, apoiado pela Rússia de Vladimir Putin, o foco no Oriente Médio deve se concentrar ainda mais na disputa de hegemonia entre Arábia Saudita e Irã”, indica o professor da PUC-GO.
Coreia do Norte
Danillo Alarcon (esq.) e Paulo Henrique Faria Nunes (dir.) descartam um conflito militar na península da Coreia | Fotos: Denise Xavier
Para Paulo Henrique Nunes, o status quo das tensões entre Coreia do Norte e Estados Unidos deve continuar, isto é, sem um conflito real e com o governo norte-coreano usando a política armamentista como escudo contra eventuais invasões estrangeiras.
“Um conflito na região vai contra interesses chineses e russos e uma guerra na península da Coreia poderia ter impactos graves na economia mundial em virtude de sua posição geográfica”, sublinha o cientista político. Danillo Alarcon acrescenta que a Coreia do Norte tem consciência de que o uso de armas atômicas leva à destruição mútua assegurada.
De fato, a China não deixará que ocorra uma guerra em seu quintal. Pequim não enxerga com bons olhos a possibilidade de uma Coreia unificada, sendo a do Sul dominante. Em 2018, os chineses devem estar mais preocupados em intensificar sua política de expansão econômica direcionada para a África com a aquisição de minérios e petróleo, venda de manufaturados e serviços na área de infraestrutura. 

Rússia vai usar Copa do Mundo como vitrine

Jamil Chade: ” Pode ser que os cerca de 6 mil jornalistas que chegarão à Rússia mostrem um país que Putin não gostaria que fosse mostrado” | Foto: Repdroução/YouTube
Outra eleição importante marcada para 2018 é a de presidente da Rússia. Nessa, porém, é mais fácil de fazer previsões. O líder da oposição russa, Alexei Navalny, está impedido de disputar em razão de uma condenação por desvio de dinheiro de uma estatal na cidade de Kirov. Com isso, o atual presidente Vladimir Putin é mais do que favorito para vencer o pleito no dia 19 de março, mesmo Navalny tendo convocado um boicote.
Pouco menos de três meses após a eleição, a Copa do Mundo será aberta em Moscou. “A Rússia utilizará a Copa do Mundo como vitrine e estará em evidência”, assinala Paulo Henrique Faria Nunes.
Jamil Chade, correspondente de “O Estado de S. Paulo” em Genebra, na Suíça, ressalta que a Rússia tenta mostrar, por meio de eventos esportivos, que deve ser considerada uma potência internacional. Além da próxima edição da Copa do Mundo, o país sediou as Olimpíadas de Inverno de 2014 e passou a receber etapas da Fórmula 1 e de mundiais de atletismo.
A Rússia, afirma o jornalista, certamente estará no centro das atenções em 2018, mas nem sempre para o lado positivo. “Sempre digo que um evento como a Copa do Mundo é um espelho do país. E um espelho mostra tudo. Pode ser que os cerca de 6 mil jornalistas que chegarão à Rússia mostrem um país que Putin não gostaria que fosse mostrado.”
A Copa de 1978, na Argentina, foi utilizada como propaganda pelo ditador Jorge Rafael Videla. A de 1938, na Itália, por Benito Mussolini. A Alemanha nazista de Adolf Hitler sediou as Olimpíadas de 1936 e era a favorita para receber a Copa de 1942, que acabou não sendo realizada por causa da guerra. Longe de querer comparar Putin com Videla, Mussolini e Hitler, mas, em 2018, o maior evento do futebol mundial também servirá para promover a Rússia.
Suspensão
O Comitê Olímpico Internacional (COI) suspendeu a Rússia das Olimpíadas de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, que começam no dia 9 de fevereiro. O COI alega que a Rússia, durante a última edição dos Jogos, manipulou o controle de doping. Os atletas russos ainda poderão participar, mas sob a bandeira olímpica e desde que provem estarem “limpos”.
O impacto da suspensão, para Jamil Chade, será muito grande no mundo dos esportes, especialmente em um ano em que a Rússia é a sede da Copa do Mundo. “Suspender a Rússia das Olimpíadas de Inverno é o equivalente a suspender o Brasil, a Argentina ou a Alemanha de uma Copa do Mundo.”
Vitaly Mutko, ex-ministro de Esportes e atual vice-primeiro-ministro da Rússia, é apontado como chefe do esquema e foi banido, de forma vitalícia, de qualquer evento olímpico. Mutko era o presidente do Comitê Organizador da Copa do Mundo até quarta-feira, 27, quando renunciou ao cargo para, segundo ele, se concentrar em sua defesa.
Jamil Chade enfatiza que há, sim, movimentos contrários à realização do mundial. Entretanto, não ganham a devida visibilidade, pois são abafados pelo governo e, sem o controle da imprensa e dos órgãos judiciários, as investigações de corrupção acabam sendo limitadas. “Ousaria dizer que a corrupção na Copa da Rússia chega a ser maior do que a que ocorreu no Brasil.”
Terrorismo
No entendimento de Danillo Alarcon, o principal problema que os russos vão ter durante a organização da Copa do Mundo é em relação à segurança em decorrência dos rebeldes chechenos que estavam na Síria e estão voltando para casa. A 25 de outubro de 2017, a Rússia já havia registrado o retorno de 400 combatentes.
É importante ressaltar que, em 2017, a Rússia foi vítima de atentados terroristas, como o do metrô de São Petersburgo, em março, quando um imigrante do Quirguistão matou 11 e feriu dezenas. Ademais, o Estado Islâmico já ameaçou o mundial com postagens na internet que “estrelam” Lionel Messi e Neymar.
Favoritos
Política, escândalos e terrorismo à parte, a Copa da Rússia promete um bom nível dentro de campo. Os grupos são considerados equilibrados, mas algumas seleções já despontam como favoritas.
A atual campeã Alemanha se rejuvenesceu com a conquista da Copa das Confederações comandada por promessas do futebol local que tendem a integrar o elenco no mundial, mesclando-se com os jogadores mais experientes. A nova geração da França, que talvez esteja mais pronta em 2022, também é cotada para ser protagonista.
A Argentina, de Messi, Portugal, de Cristiano Ronaldo, a Bélgica, de de Bruyne, e a Espanha, que está se recuperando do fiasco de 2014 — sequer passou da fase de grupos — com um forte jogo coletivo pelo meio, também têm chances de conquistar a taça.
Comentarista dos canais ESPN, Paulo Calçade lembra que trabalhos a longo prazo ganharam as duas últimas Copas: a Espanha, em 2010, que havia conquistado a Eurocopa dois anos antes e voltou a vencer a competição europeia em 2012; a Alemanha, em 2014, que se preparou desde 2006, quando foi eliminada, jogando em casa, nas semifinais.
“Vimos ciclos”, frisa o comentarista. “A seleção brasileira tem só dois anos de trabalho e está muito longe do ideal, embora tenha feito uma grande campanha nas eliminatórias. O Brasil ainda precisa se preparar mais e melhor. Na Copa, vamos perceber isso claramente.”

Um goiano na Copa

Arthur Melo pode ser o primeiro goiano a disputar uma Copa do Mundo | Foto: Lucas Figueiredo/CBF











O volante Arthur Melo, do Grêmio, foi um dos principais destaques da equipe gaúcha nesta temporada. Nascido em Goiânia, o atleta de 21 anos teve passagem pelas categorias de base do Goiás Esporte Clube e, ainda aos 13, rumou a Porto Alegre.
No Campeonato Brasileiro de 2017, Arthur foi o jogador de melhor desempenho no quesito bolas roubadas e com o maior acerto de passes, tendo 90% de precisão. Na Libertadores da América, o goiano foi eleito o melhor em campo da segunda partida da final contra o Lanús, da Argentina. Apesar de ter jogado pouco mais da metade da partida  saiu, no início do segundo tempo, com uma lesão no tornozelo após entrada dura do adversário —, foi quem que mais tocou na bola.
Praticamente todas as jogadas do tricolor gaúcho passam por Arthur, que é cobiçado pelo Barcelona. Não é à toa que Tite já o convocou para a seleção brasileira. O jovem do Grêmio, devidamente recuperado da lesão, tem tudo para carimbar o passaporte para a Rússia. Seria a primeira vez na história que um jogador nascido em Goiás disputaria uma Copa do Mundo.

O jogo dentro e fora de campo no Brasil

Paulo Calçade: “Quanto mais escândalos, maior é a conivência dos clubes” | Foto: Divulgação/ESPN











Em 2017, uma série de denúncias feitas por Jamil Chade foram trazidas a lume, como o envolvimento da TV Globo em supostos esquemas de corrupção e as convocações de jogadores com base nos seus pesos comerciais — e não necessariamente para a estratégia do time —, além do caso de manipulação dos amistosos da seleção brasileira, resultando em uma ordem de prisão internacional para o ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) Ricardo Teixeira e na prisão do ex-presidente do Barcelona Sandro Rosell.
O FBI continua investigando a corrupção no futebol e Jamil Chade conta que está convencido de que, em 2018, surgirão novos capítulos dessa história. “Podemos ver prisões em outras regiões fora da América Latina. Além disso, Ricardo Teixeira está com o cerco se fechando e, fora do futebol, os franceses devem chegar a algumas conclusões a respeito das Olimpíadas do Rio de Janeiro.”
O jornalista do “Estadão” acredita que os cartolas vão buscar maneiras de se manter no poder ou permanecer com influência no futebol. Por exemplo, Marco Polo del Nero, presidente da CBF recentemente suspenso da Fifa, deve escolher seu candidato a sucessão a fim de evitar uma situação ainda pior.
Uma reforma da CBF, de acordo com Jamil Chade, passa por uma união entre Justiça, imprensa, torcedor e atletas. “Não dá para esperar que uma organização criminosa, que moldou o futebol durante décadas, possa ser derrubada do dia para a noite. Essa investigação leva tempo. Estamos vivendo uma fase de transição que pode, eventualmente, abrir espaço para um novo tipo de gestão no esporte.”
Paulo Calçade complementa ao dizer que não enxerga clubes incomodados com a atual situação. “Quanto mais escândalos, maior é a conivência dos clubes. Estão dizendo ‘amém’ àqueles que deveriam estar fora da Confederação.”
Violência
Onze pessoas morreram em 2017 devido a brigas entre torcidas organizadas. Este é outro cenário que não deve se alterar tanto em 2018. Na visão de Paulo Calçade, medidas como torcida única não têm condições de resolver esse imbróglio. Segundo ele, o Brasil tem problemas sociais e educacionais e o futebol, que é parte integrante da sociedade, continuará presenciando casos de violência.
Dentro de campo
Paulo Calçade também é pessimista em relação ao nível do futebol praticado em terras brasileiras, com a capacidade de competir internacionalmente sendo perdida aos poucos. “Ainda não percebemos que o futebol deve ser jogado com ideias. Continuamos com um futebol pobre e com treinadores que, em geral, não buscam conhecimento.”
De certa forma, a nova geração de técnicos, que conta com nomes como Jair Ventura, Fábio Carille, Roger Machado e Zé Ricardo, anima o comentarista da ESPN. “Estamos evoluindo nesse sentido, mas ainda não chega a ser uma grande mudança.”
Em Goiás
Os três principais clubes goianos — Atlético Goianiense (Atlético-Go), Goiás e Vila Nova — disputarão a segunda divisão do Campeonato Brasileiro em 2018. No ano anterior, o Atlético-Go, mesmo tendo vencido o campeão Corinthians em São Paulo, terminou na lanterna da Série A. O Goiás, por sua vez, brigou para não cair para a C. E o Vila Nova, que frequentou o G4 da segundona por algumas rodadas, chegou a sonhar com o acesso à elite do futebol, mas acabou ficando na sétima colocação.
Dessa maneira, o clássico entre Goiás e Vila Nova continuará frequente em 2018 e, portanto, reforça a preocupação no que concerne à segurança, haja vista o histórico de violência das torcidas de ambas as equipes.
Visando o início do Campeonato Goiano, marcado para o dia 17 de janeiro, Atlético-Go e Goiás já começaram a pré-temporada — o Vila Nova começa nesta semana. Os três grandes clubes do Estado estão no Grupo A e somente um passa direto para as semifinais, ou seja, são reais as chances de algum deles cair logo na primeira fase.
O Goianão tem um regulamento um tanto quanto exótico — como praticamente todos os outros estaduais Brasil afora. Além dos primeiros de cada grupo, classificam-se os outros dois com as melhores campanhas, independentemente do grupo em que estiverem. Atlético-Go, Goiás e Vila Nova só passarão de fase juntos caso ocupem as três primeiras posições do grupo A e os segundo e terceiro colocados façam campanhas melhores do que o segundo do grupo B.
A julgar pela movimentação no mercado, o futebol dos referidos clubes para 2018 não é promissor. O Vila Nova sofre com um desmanche e já perdeu 25 jogadores, dentre os quais estão seis titulares. Até o fechamento desta edição, a equipe colorada havia feito apenas quatro contratações, enquanto o Atlético-Go já fechou com treze reforços e, o Goiás, oito, mas nenhum jogador com o potencial de empolgar o torcedor.

Fonte:Jornal Opção