🚨 𝐂𝐀𝐒𝐎 𝐃𝐄 𝐏𝐎𝐋Í𝐂𝐈𝐀 | Três profissionais de imprensa, que preferiram não se identificar, registraram boletins de ocorrência relatando ameaças e constrangimentos por parte de apoiadores do ex-presidente. Segundo reportagem da revista CartaCapital, a onda de ataques começou após a divulgação de um vídeo nas redes sociais acusando os jornalistas de torcer pela morte de Bolsonaro.
Vídeo viralizou nas redes sociais
A gravação foi publicada pela militante bolsonarista Cris Mourão e ganhou grande repercussão nas redes sociais. No conteúdo, ela acusa repórteres que estavam no local de desejarem a morte do ex-presidente enquanto realizavam a cobertura jornalística.
A situação se agravou depois que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro compartilhou o vídeo em seu perfil no Instagram, que possui mais de 8 milhões de seguidores. A publicação ampliou a repercussão e desencadeou uma nova onda de ataques virtuais e presenciais contra os profissionais.
Organizações condenam ataques à imprensa
A Associação Brasileira de Imprensa criticou o compartilhamento do vídeo pela ex-primeira-dama sem contestação às acusações feitas contra os jornalistas. A entidade afirmou que o episódio remete a situações de violência contra a imprensa registradas durante o governo Bolsonaro.
“O episódio remete ao período de 2019 a 2022, em que a violência contra jornalistas foi praticada e estimulada diretamente pelo próprio Bolsonaro, então presidente da República, por meio de diversos episódios de triste memória”, afirmou a ABI em nota.
A Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo também se manifestou, afirmando ser “inadmissível que parlamentares e figuras com espaço no debate público utilizem sua influência para orquestrar campanhas de difamação e incitar agressões contra profissionais de imprensa”.
Em nota conjunta, Fenaj e o sindicato dos jornalistas do Distrito Federal pediram que as empresas de comunicação garantam segurança e apoio jurídico aos profissionais envolvidos na cobertura, além da possibilidade de afastamento do local caso os repórteres não se sintam seguros para continuar o trabalho.
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📸 Marcelo Camargo/Agência Brasil

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