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segunda-feira, 13 de setembro de 2021

Inovação depende de mudança de mentalidade, afirma deputado

Em audiência pública virtual nesta quinta-feira, dia 9, realizada pelo Centro de Estudos e Debates Estratégicos (Cedes) da Câmara dos Deputados com o tema “Inovação e tecnologia nos sistemas produtivos agropecuários”, o deputado federal Francisco Júnior (PSD) destacou que grande parte da modernização tecnológica necessária ao País depende de mudança de mentalidade. “Temos investidores no Brasil que vão buscar tecnologia fora – em países como a Alemanha, Canadá, Israel -, investem, trazem e tem dificuldade de implantar por uma questão não de tecnologia, mas de mentalidade e de legislação. Nós aprendemos, diante do desconhecido, a impedir. Não fazer”, afirmou Francisco Júnior. Na reunião, dentro dos estudos do Cedes que discutem a retomada econômica e a geração de emprego e renda no pós-pandemia, os palestrantes indicaram as dificuldades dos empreendedores e a importância de se trabalhar com quem mais precisa de apoio do poder público. “Esse apontamento nos deixa com um desafio muito grande e que está em todas as áreas, produtivas ou não. A inclusão. O mundo é outro, ficou diferente e tende a ficar mais diferente segundo os estudos que foram apresentados. Se está mudando tanto, também a nossa legislação precisa mudar e precisa haver uma celeridade maior”, disse o deputado. Entre os participantes estavam o secretário-adjunto de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Cléber Oliveira Soares, o consultor da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) em Meio Ambiente, Rodrigo Justus, e a professora da Universidade Federal de Sergipe, Maria Lúcia Falcón, agrônoma e mestre em Economia. Os palestrantes reforçaram os aspectos técnicos e sociais que hoje são empecilhos para questões como o aperfeiçoamento do sistema produtivo e o acesso às tecnologias na área da agricultura. Neste sentido, Francisco Júnior reforçou o papel do legislativo, destacando a importância das discussões feitas pelo estudo do Cedes, que tem como relatores ele e o deputado Da Vitória (Cidadania-ES). “Nós temos que ter uma mudança grande de mentalidade sim e, a intenção nossa, com esse trabalho, é esse aspecto. No aspecto técnico, não vou me atrever a dar palpite. Agora a construção legislativa é o nosso papel e, orientados pelos técnicos, temos que buscar esses caminhos”, finalizou Francisco Júnior.

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