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Por gerações, o jumento foi símbolo de resistência no sertão. Leal, forte e incansável, ajudou a transportar água, comida e pessoas pelas estradas de terra sob o sol nordestino. Mas agora, silenciosamente, esse mesmo animal está desaparecendo vítima de um comércio que poucos conhecem e quase ninguém vê.
Nos últimos anos, abatedouros instalados no Nordeste têm sido usados para exportar peles de jumentos. O destino? A indústria de cosméticos e medicamentos na Ásia, onde a pele é usada na produção de um extrato chamado ejiao, ingrediente tradicional da medicina chinesa. O problema é que, para atender à demanda, milhares de jumentos são caçados e mortos ilegalmente, deixando povoados inteiros sem o animal que fazia parte da sua identidade cultural.
Organizações de proteção denunciam as condições brutais: transporte sem água, confinamento em currais superlotados e abates em série. Ambientalistas alertam que a população de jumentos no Brasil caiu drasticamente e pode desaparecer em poucos anos se nada for feito.
Por trás das estatísticas, há um lamento que ecoa no silêncio das estradas do sertão. O mesmo jumento que ajudou o homem a sobreviver à seca agora precisa que o homem o salve da extinção.
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