CONTRA A DENGUE E CHIKUNGUNYA PROTEJA SUA FAMÍLIA

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sábado, 8 de fevereiro de 2020

BRASIL --EUA deportam mais 130 brasileiros; ao menos 139 estão na fila

Em meados do ano passado o governo Bolsonaro começou a emitir documento que permite deportação em massa, diz jornal




Por  


governo americano fretou um voo com mais uma leva de 130 brasileiros que foram deportados pelos Estados Unidos. Ainda há pelo menos 139 cidadãos do Brasil que se encontram detidos sob custódia do Departamento de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) dos EUA, todos eles com uma ordem final de remoção dada por um juiz de imigração daquele país. A aeronave estava prevista para chegar na noite desta sexta-feira (07/02/2020) a Belo Horizonte (MG). As informações são do jornal O Globo.
Durante os último cinco meses do governo de Donald Trump, já são pelo menos 250 brasileiros deportados por estarem em situação migratória irregular. No ano passado, os Estados Unidos intensificaram a pressão sobre os países vizinhos para frear o fluxo de imigrantes por sua fronteira sul, com o México. No dia 24 de janeiro, um grupo de 50 deportados desembarcou também em Belo Horizonte; em outubro, 70 haviam sido devolvidos.
O secretário adjunto do Departamento de Segurança Interna americano, Ken Cuccinelli, afirmou que o “Brasil é um grande parceiro” no combate à imigração irregular, mas que a cooperação ainda é insuficiente para conter o aumento do número de brasileiros que tentam entrar no país sem documentos de permanência. Cuccineli afirmou, na ocasião, que espera que o próprio governo brasileiro se encarregue da deportação de seus cidadãos.
O presidente Jair Bolsonaro autorizou as deportações em massa a partir de meados do ano passado. Fontes da área diplomática argumentam que é melhor que esses cidadãos voltem para suas casas, em vez de permanecerem trancafiados em presídios americanos.

Quarentena --Ministros visitam instalações da Base Aérea de Anápolis que será destinada à repatriados

Ministros visitam instalações da Base Aérea de Anápolis que será destinada à repatriados

Por Eduardo Pinheiro
Todos os repatriados vão utilizar máscara fora dos quartos, nas áreas comuns. Eles terão acesso a celular para falar com as famílias, mas não poderão receber visitas
Os 34 brasileiros repatriados que chegam da China na madrugada de domingo, 9, terão 38 alojamentos e 900 metros quadrados na Base Aérea de Anápolis, onde ficarão em quarentena de 18 dias até a contaminação pelo coronavírus ser descartada. Entre eles, estão pelo menos sete crianças, de 2 a 12 anos.
Os quartos serão personalizados, de acordo com cada família recebida. Para as famílias com bebês, os berços terão os nomes das crianças. Os quartos possuem TV, frigobar, ar-condicionado, internet e lembrancinhas, com frutas, salgadinhos e chocolate, para as famílias se sentirem acolhidas. Foi preparado também uma brinquedoteca para as crianças.
Todos os repatriados vão utilizar máscara fora dos quartos, nas áreas comuns. Eles terão acesso a celular para falar com as famílias, mas não poderão receber visitas.

Alojamentos da Base Aérea de Anápolis terão brinquedotecas | Foto: Fernando Leite / Jornal Opção
O ministro da Defesa, Fernando Azevedo da Silva, esteve na Base Aérea de Anápolis na tarde desta sexta-feira, 7, quando todo o espaço destinado a quarentena do repatriados foi apresentado a imprensa. Ele elogiou a atenção, rapidez e segurança com o que os governos do Estado de Goiás e de Anápolis, além da Força Aérea, receberam o pedido de acolhimento das famílias.
Ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta fez questão de dizer que não há nada improvisado no local que irá receber o grupo na cidade de Anápolis. “Tudo parte da análise de cenário e análise de risco e compartilhamento de informações entre autoridades”, salientou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que fez parte da comitiva que visitou a Base. “Nenhuma medida foi feita sem pensar e avaliar todas as possibilidades antes. Tivemos um diálogo com o secretário da Saúde, Ismael Alexandrino, e ele nos deu todo o respaldo”, diz.
O governador Ronaldo Caiado (DEM), acompanhou toda a visita dos ministros. Ele elogiou a forma como toda estrutura foi planejada para receber os repatriados. “As pessoas podem ficar tranquilas. O protocolo instalado é da mais alta segurança. Os ministros tiveram cuidados que superaram as exigências internacionais. O protocolo é de segurança máxima e falo isso como médico também”, salientou.
O prefeito de Anápolis, Roberto Naves (PP), também esteve presente a visita. A Prefeitura da cidade já havia emitido um comunicado de que o período de quarentena não vai interferir na rotina da cidade. “O que nós estamos vendo aqui é uma estrutura totalmente segura e preparada. Não existe qualquer risco para os anapolinos”, finalizou o prefeito.
Após o período de quarentena, os brasileiros podem ir para suas respectivas cidades. Depois, caso queiram voltar para a China, as despesas são por conta própria.
Fonte: Jornal Opção

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

Resultado-- Divulgada lista de classificados para o programa CNH Social

Aprovados devem fazer a matrícula até dia 20 de fevereiro. Detran divulgou ainda dados gerais sobre etapa 2019, que registrou mais de 90 mil inscrições

Foto: Reprodução
Por Luiz Phillipe Araújo

O Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) divulgou nesta quinta-feira, 6, a lista dos classificados na etapa de 2019 do programa CNH Social. Dos mais de 90 mil inscritos, 2010 candidatos foram selecionados de acordo com os critérios do edital e agora deverão fazer a matricula online até o dia 20 de fevereiro.
Para os contemplados, o Detran orienta para realização da matrícula no site. Após a confirmação, o candidato deverá imprimir o comprovante e procurar atendimento presencial no Vapt Vupt ou Circunscrição Regional de Trânsito (Ciretran) para apresentação dos documentos. Só após o prazo de 15 dias o Detran deverá, caso as 2010 vagas não sejam preenchidas, publicar lista de reservas.
De acordo com o presidente do Detran-GO, Marcos Roberto Silva, ao procurar a unidade de atendimento, o candidato já abrirá o processo de habilitação e será encaminhado à clínica para realização dos exames psicológico e médico. Ele acrescenta que todo o processo, com exceção dos custos com transporte, será pago pelo Estado.

CLIQUE AQUI PARA VER A LISTA DOS CLASSIFICADOS 

Dados da etapa 2019

Total de candidatos inscritos:  90.355
Total de candidatos aptos: 25.393
Desclassificados: 64.962
Motivos de desclassificação
Cadastro inexistente no CadÚnico: 26.363
NIS inválido: 24.371
Cadastro inconsistente no CadÚnico: 9.401
Renda familiar superior a dois salários-mínimos: 1.577
Número do DAP informado inválido: 1.438
Candidato não realizou o Ensino Médio em escola pública no Estado de Goiás: 1.344
Candidato não teve proficiência no Enem: 229
Falta de quantidade de componentes familiar no CadÚnico: 110
CPF com matrícula duplicada: 120
Incapacidade técnica de atendimentos de CFCs habilitados: 5
Dados incompletos: 4
Fonte: Jornal Opção

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Novos armamentos-- Polícia Militar goiana recebe novas armas e munições

Estado já entregou 2,6 mil pistolas para às forças policiais e promete entregar mais 500 nos próximos meses.

Por Marcos Aurélio
Foram entregues 1,4 mil novas armas para a Polícia Militar de Goiás. Além das pistolas 9 milímetros, também foram repassadas mais de 300 mil munições. A entrega dos armamentos foi realizada em um evento na manhã desta quarta-feira, 5, e contou com a presenta do governador Ronaldo Caiado (DEM) e o secretário estadual de Segurança Pública, Rodney Miranda.
As novas pistolas, da marca Sig Sauer, compõem um pacote de 2,6 mil armas que o estado adquiriu para a PM. Em dezembro passado, 700 pistolas já haviam sido distribuídas. Outras 500 devem ser repassadas até o mês de abril. No total foram investidos R$ 4,3 milhões em novos armamentos.
“Nosso objetivo é, ao final do nosso mandato, estarmos com todos os policiais do Estado de Goiás com essa mesma pistola para dar a ele, cada vez mais, agilidade e eficiência nas suas ações”, destacou Ronaldo Caiado durante entrevista coletiva.
Rodney Miranda explicou que o armamento será, a princípio, destinado para o que a polícia chama de “áreas mais quentes” – aquelas com índices altos de criminalidade –, além do interior, zonas onde o tráfico é mais intenso e, ainda, para as unidades especializadas da PM, como Comando de Operações de Divisa (COD) e a Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam).
“Esta arma, da marca Sig Sauer, é de padrão internacional, utilizada mundialmente pelas forças armadas americanas. Nós estamos dotando o nosso policial de rua, o nosso policial de linha de frente, com o melhor equipamento disponível hoje no mercado, para dar segurança e para que ele possa fazer adequadamente a proteção ao cidadão de bem em Goiás”, reforçou Rodney. A fabricação dessa pistola é de procedência alemã e suíça.
As 316 mil munições entregues aos policiais militares foram adquiridas graças a um convênio entre os governos federal e estadual, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). “Vamos continuar com as parcerias em Brasília para buscar o melhor aparelhamento para as nossas polícias, tanto Civil e Militar como também nossos agentes prisionais e Corpo de Bombeiros. Queremos que eles tenham eficiência e menos riscos nas operações”, frisou Caiado.
Fonte: Jornal Opção

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Câmara aprova projeto que prevê medidas de combate ao coronavírus

Entre as medidas previstas estão isolamento, quarentena e fechamento de rodovias e aeroportos para entrada e saída do País

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Ordem do dia para discussão e votação de diversos projetos
Plenário aprovou a realização compulsória de exames nas situações de emergência


O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (4), o Projeto de Lei 23/20, que estabelece as medidas a serem adotadas pelas autoridades sanitárias em caso de emergência de saúde pública provocada pelo coronavírus. A matéria será enviada ao Senado, que deve votar o texto nesta quarta-feira (5).
A proposta prevê isolamento, quarentena e fechamento de portos, rodovias e aeroportos para entrada e saída do País. Aprovada na forma de um substitutivo da relatora, deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC), a proposta contou com mudanças incorporadas após sugestões dos parlamentares.
Uma delas é que a futura lei terá vigência enquanto perdurar o estado de emergência internacional relacionada ao coronavírus.
“Esse texto é muito enxuto para darmos uma resposta emergencial para a situação que enfrentamos no momento”, afirmou Carmen Zanotto.
A relatora disse que o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, comprometeu-se com os líderes partidários e com ela a enviar à Casa, em breve, um projeto com cerca de 84 artigos sobre a temática, aprofundando os tipos de situações de emergência sanitária.
Até o momento, o Brasil não registrou casos de contágio da doença. As primeiras pessoas a serem submetidas à quarentena são brasileiros residentes na região de Wuhan cuja repatriação está sendo providenciada.
Isolamento
O projeto define isolamento como a separação de pessoas doentes ou contaminadas ou de bagagens, meios de transporte, mercadorias ou encomendas postais afetadas de outros, de maneira a evitar a contaminação ou a propagação do coronavírus.
Já a quarentena é conceituada como a restrição de atividades ou separação de pessoas suspeitas de contaminação das pessoas que não estejam doentes ou de bagagens, contêineres, animais, meios de transporte ou mercadorias suspeitos de contaminação, de maneira a evitar a possível contaminação ou a propagação do coronavírus.
Os períodos de duração do isolamento, da quarentena e da situação de emergência serão definidos por ato do Ministério da Saúde. Nesta terça-feira, foi publicada a portaria que formaliza a situação de emergência no País.
Outras medidas
Além do isolamento, da quarentena e da restrição de entrada ou saída do País, o texto prevê a adoção das seguintes medidas em caso de emergência de saúde pública decorrente do vírus: realização compulsória de exames, testes laboratoriais, coleta de amostras clínicas, vacinação e outras medidas profiláticas e tratamentos médicos específicos.
A pessoa em tratamento terá o direito de ser informada permanentemente sobre o seu estado de saúde e sua família deverá contar com assistência na forma de um regulamento. O tratamento será gratuito.
Uma novidade nesse tópico é a incorporação de diretriz do Regulamento Sanitário Internacional que prevê “o pleno respeito à dignidade, aos direitos humanos e às liberdades fundamentais das pessoas”.
Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Ordem do dia para discussão e votação de diversos projetos
Deputada Carmen Zanotto fez modificações no projeto enviado pelo governo
Dispensa de licitação
O projeto dispensa a licitação para a compra de bens, serviços e insumos de saúde destinados ao enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do coronavírus. A dispensa é temporária e se aplica apenas ao período de emergência.
Carmen Zanotto complementou seu voto determinando que todas as contratações serão divulgadas em site específico na internet, contendo informações como o nome do contratado, seu CNPJ, o prazo contratual e o valor do contrato.
Requisições
Durante o período emergencial, poderá haver a requisição de bens e serviços de pessoas naturais e jurídicas, hipótese em que será garantido o pagamento de indenização, além de autorização excepcional e temporária para a importação de produtos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Todas as medidas somente poderão ser determinadas com base em evidências científicas e em análises sobre as informações estratégicas em saúde e deverão ser limitadas no tempo e no espaço ao mínimo indispensável à promoção e à preservação da saúde pública.
O único ponto retirado pela relatora é o que previa o dever de informar às autoridades sanitárias qualquer manifestação de sintomas considerados característicos de adoecimento pelo coronavírus. Isso poderia gerar confusão com sintomas de outras doenças, desviando o foco dos casos reais.
Entretanto, as pessoas precisarão comunicar às autoridades sanitárias sobre possíveis contatos com agentes infecciosos do coronavírus e sobre a circulação em áreas consideradas como regiões de contaminação pelo vírus.
Casos
O último boletim da Organização Mundial da Saúde (OMS) registra 20.471 casos confirmados no território chinês, com 426 mortes.
A primeira morte fora da China foi registrada no domingo (2), nas Filipinas, e o total de países com coronavírus também subiu nesta terça. Agora são 24, além da China.
Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli
 'Agência Câmara Notícias'.



terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Presidente do TSE reforça compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência e a democracia

Na abertura do Ano Judiciário de 2020, ministra Rosa Weber anunciou lançamento de sistema de consulta a contas eleitorais, falou sobre a nova versão do e-Título e destacou a realização de testes nas urnas eletrônicas
Plenário do TSE na sessão de abertura do Ano Judiciário de 2020 - 03.02.2020


Na sessão plenária extraordinária desta segunda-feira (3), que abriu o Ano Judiciário de 2020 no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a presidente da Corte, ministra Rosa Weber, reforçou o compromisso da Justiça Eleitoral com a transparência institucional e a democracia brasileira. “Ao iniciar este novo ano, consciente da responsabilidade e dos desafios que nos aguardam, reitero a confiança no compromisso profissional e na qualidade de trabalho de cada integrante da Justiça Eleitoral. Desejo que possamos caminhar com serenidade e competência para cumprir os objetivos traçados e bem servir a nação brasileira”, disse.
Após cumprimentar os ministros que compõem o Colegiado, a presidente do TSE relembrou que 2020 é de “especial relevo para a Justiça Eleitoral por se tratar de ano de Eleições Municipais”, e reiterou a missão do Tribunal de trabalhar para o fortalecimento da democracia e a segurança do processo eleitoral. “O plano geral de testes dos sistemas das urnas eletrônicas no ciclo eleitoral de 2019-2020, previsto para iniciar agora em março, contará com 18 testes em cinco categorias, a fim de assegurar o perfeito funcionamento do processo eletrônico de votação”, esclareceu.
Em seu discurso, a ministra Rosa Weber registrou também a abertura, no próximo dia 4 de abril, do acesso antecipado ao sistema eletrônico de votação para fins de auditoria, e enfatizou que a Justiça Eleitoral está sempre aberta à aferição da segurança das urnas, conforme disposto na Resolução TSE nº 23.603/2019, de relatoria do ministro Luís Roberto Barroso. A norma prevê a ampliação do número de entidades e órgãos fiscalizadores – como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Contas da União (TCU) e as Forças Armadas – para atestar a conformidade do sistema eleitoral brasileiro. “A Justiça Eleitoral conta com a contribuição ativa da sociedade, em especial com o conhecimento e a experiência dos diversos órgãos e instituições para indicação de eventuais vulnerabilidades e sugestão de melhorias nas nossas urnas”, complementou.
A ministra Rosa Weber aproveitou a ocasião para adiantar a ampliação das funcionalidades do aplicativo e-Título, previstas para serem lançadas no próximo mês. De acordo com a presidente do TSE, a partir de março, a ferramenta permitirá que o cidadão possa se voluntariar para o cargo de mesário, além de poder justificar a ausência às urnas e consultar débitos eleitorais.
A presidente do TSE destacou as ações no âmbito institucional desenvolvidas pelo Programa de Enfrentamento à Desinformação com Foco nas Eleições 2020, que já disponibilizou um curso a distância sobre desinformação e processo eleitoral para magistrados e servidores. Segundo a ministra, o programa prevê também a realização, no mês de abril, de um evento de conscientização sobre notícias falsas.
Na abertura da sessão plenária, a ministra Rosa Weber destacou, ainda, o lançamento do módulo externo do Sistema de Contas Eleitorais e Partidárias (Sico), que disponibiliza consulta a dados sobre a situação das contas dos partidos políticos e dos comitês financeiros em todas as esferas.
Ao final de sua exposição, a ministra Rosa Weber anunciou que, nesta quarta-feira (5), no TSE, será inaugurada uma mostra sobre a história dos diplomas eleitorais no Brasil desde a Proclamação da República, classificada por ela como “uma ação de preservação da memória institucional e da própria história da vida democrática no Brasil”.
PGE
Ao ter a palavra, o procurador-geral Eleitoral, Augusto Aras, afirmou que o Ministério Público brasileiro celebra hoje a abertura do Ano Judiciário de 2020 e o bem-sucedido relacionamento institucional, no propósito de sempre fortalecer a democracia no país. “Neste ano, marcado pelas eleições municipais, reafirmamos o trabalho criterioso e harmônico entre o Ministério Público brasileiro e os Tribunais Eleitorais. Por meio da integralização e da modernização, somamos esforços desburocratizantes e novas estratégias, de modo a aprimorar a excelência do sistema eleitoral brasileiro”, disse Aras.


Melhorias--- Governador Ronaldo Caiado entrega reforma do IML de Luziânia

Mais de R$ 5,3 milhões foram investidos na unidade, que é terceira maior regional em número de atendimentos no Estado, e absorve demandas de diversas cidades do Entorno do Distrito Federal

Governador Ronaldo Caiado | Foto: Ascom/ Divulgação
O governador Ronaldo Caiado (DEM) fez a entrega das obras de reforma e ampliação do prédio da 14ª Coordenação Regional de Polícia Técnico-Científica do Instituto Médico Legal (IML) de Luziânia nesta segunda-feira, 3.
Foram investidos mais de R$ 5,3 milhões na reforma da unidade, que é a terceira maior regional em número de atendimentos no Estado. O recurso veio de emenda parlamentar do deputado federal João Campos, com contrapartida do Governo de Goiás.
A nova unidade do IML possui 25 peritos criminais, incluindo o coordenador, 18 médicos legistas, oito auxiliares de autópsia, sendo um destinado à seção de amostras biológicas, 15 motoristas, 12 técnicos administrativos e seis papiloscopistas.
O Instituto conta ainda com laboratórios que serão responsáveis pela realização de exames definitivos de drogas, para que esse material não necessite ser encaminhado a Goiânia para análise e para exames de confronto microbalístico de regionais próximas a Luziânia.
“Precisamos melhorar ainda mais o investimento nas regiões mais carentes para dar cidadania às pessoas. É isso que estamos fazendo aqui, inaugurando um IML na cidade mais antiga e populosa do Entorno, que é Luziânia”, pontuou Caiado.
Ao lado da coordenadora do Gabinete de Políticas Sociais e presidente de honra da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG), primeira-dama Gracinha Caiado, o governador reafirmou a atenção especial que o Governo de Goiás tem dado às regiões mais vulneráveis do Estado, citando o Entorno, Nordeste goiano, além de partes do Norte e do Oeste goiano.
O secretário de Estado de Segurança Pública, Rodney Miranda, destacou a importância do IML para as cidades do Entorno do Distrito Federal. “É uma obra fundamental para a região e está dentro do plano determinado pelo governador de valorização, atendimento e empenho das demandas do Entorno”, disse.
Além disso, Rodney Miranda anunciou que em breve será inaugurado o IML de Águas Lindas, que está em obras, e também o de Formosa, próxima unidade a ser reformada.
Na previsão de entregas para o Entorno estão ainda duas unidades do Corpo de Bombeiros Militar do Estado de Goiás (CBMGO) nas cidades de Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso.
Fonte: Jornal Opção

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Após recesso --Câmara e Senado retomam trabalhos com 27 medidas provisórias na fila

Desse total, dez já trancam a pauta de votações e até o final de fevereiro outras cinco vão aumentar essa fila

Solenidade de abertura do Ano Legislativo do Congresso Nacional. Presenca do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha

Por Lívia Barbosa
Com o início dos trabalhos legislativos nesta segunda-feira, 3, Câmara e Senado começam 2020 com 27 medidas provisórias (MPs) para análise. Desse total, dez já trancam a pauta de votações e até o final de fevereiro outras cinco vão aumentar essa fila.
A MP 894/2019, que institui uma pensão mensal vitalícia no valor de um salário mínimo para crianças com síndrome causada pelo Zika vírus, é a primeira da fila. O texto foi aprovado em dezembro pelos deputados e deve passar facilmente pelos senadores. O relator da MP, senador Izalci Lucas (PSDB-DF), estendeu a medida para todas as crianças afetadas que tenham nascido até o fim de 2019.

Fim do prazo

Sem chances de avançar, porque perdem a validade em 16 de fevereiro, estão outras duas MPs. Uma delas, a 895/2019, cria a carteira estudantil em formato digital. O documento é gratuito para todos os estudantes, mediante cadastro em aplicativo de celular que será vinculado a um banco de dados do Ministério da Educação.
A outra é a MP 896/19, a proposta desobriga órgãos da União, estados, Distrito Federal e municípios de publicar documentos relativos a licitações em jornais de grande circulação — bastaria o anúncio em site oficial e no Diário Oficial da União. No mês seguinte à sua publicação, após um questionamento da Rede Sustentabilidade, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a MP.
Nos dois casos, nem a comissão mista  instalada – primeira fase de tramitação antes de seguir para Câmara e Senado – essas MPs tiveram.

Urgências

Entre as MPs que tramitam em regime de urgência, com prioridade na fila de votações, está a MP que cria a 13ª parcela do Bolsa Família (MP 898/2019). O texto ainda precisa ser votado na comissão mista, mas já tem relatório favorável, do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP). O texto previa apenas o pagamento extra no ano de 2019, mas o relatório de Randolfe tornou permanente a parcela adicional. Outra novidade sugerida pelo relator diz respeito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) que também passa a contar com um 13º.
“O BPC tem por objetivo amparar pessoas à margem da sociedade e que não podem prover seu sustento. [Conceder o 13º visa] corrigir essa desigualdade, para garantir a isonomia entre esses beneficiários e os demais do INSS, que já recebem a renda extra no mês de dezembro de cada ano”, ressalta Randolfe.
Também com discussão mais avançada, estão as MPs 897/2019 que trata de crédito rural e a 901/2019, que transfere terras da União para Amapá e Roraima. As duas já foram aprovadas pelas suas comissões mistas e agora aguardam análise dos deputados. (Com informações da Agência Brasil)
Fonte: Jornal Opção

domingo, 2 de fevereiro de 2020

Maior nome da história do MDB gaúcho, Pedro Simon completa 90 anos

Com 60 anos de vida pública, político foi governador e senador por quatro mandatos



Mateus Bruxel / Agencia RBS
Político é natural de Caxias do Sul


Deputado estadual de oposição ao regime militar, líder do MDB gaúcho, Pedro Simon coordenou, em meados dos anos 1970, uma comissão que tinha o objetivo de trazer para o Rio Grande do Sul o terceiro polo petroquímico. O emedebista ajudou a reunir diferentes forças da sociedade civil e, dentre suas tarefas, esteve a articulação política com lideranças regionais da Arena.
Quando o presidente Ernesto Geisel concordou em trazer o empreendimento ao Estado, fez um aviso: o terceiro polo deveria ser da Bahia, e o Rio Grande do Sul ficaria com o quarto. O governador Sinval Guazelli (Arena) agendou visita do presidente para o anúncio oficial. Simon ficou com um pé atrás, pensou que a espera indefinida poderia resultar em mudança de planos futuros e frustração. Montou-se, então, uma estratégia para tentar sensibilizar Geisel. Um público definido por Simon como “mar de gente” foi levado até o ato político em Santana do Livramento. A ideia era, diante daquela multidão, apelar a Geisel, usando argumentos técnicos elaborados à época e a expectativa popular como trunfo para fazê-lo passar o Rio Grande do Sul à frente da Bahia. Ponto delicado era definir quem usaria a palavra para tentar emparedar o ditador que ocupava o Palácio do Planalto.
– O Guazelli olhou, pensou, e anunciou: ‘Em nome do Rio Grande do Sul, vai falar o líder da oposição, Pedro Simon.’ Eu falei numa boa, claro, disse que seria um fato histórico e que todos nós deveríamos ao Geisel a vinda do terceiro polo. Ele acabou concordando. Foi fantástico. Foi uma demonstração de como fazíamos oposição – diz Simon.
O polo, hoje, se aproxima dos 40 anos de operação em Triunfo. É referência industrial e de geração de tecnologia. O papel de ser líder da resistência democrática e, paralelamente, dialogar com a Arena, em tempos de supressão de liberdades, prisões e tortura, não era tarefa fácil.
– A principal característica do Simon é a conciliação. O MDB era o partido da resistência e, ao mesmo tempo, da legalidade. Isso muitas vezes era confundido com submissão. A esquerda acusava o MDB e o Simon de serem conciliadores com a ditadura. E a direita os acusava de serem conspiradores – recorda o ex-deputado federal Ibsen Pinheiro, que concedeu a entrevista poucos dias antes de sua morte, ocorrida no último dia 24 de janeiro.
Ícone da política gaúcha, Simon completa 90 anos nesta sexta-feira, 31 de janeiro de 2020, sendo mais de 60 deles dedicados à vida pública. Nascido em Caxias do Sul, filho de imigrantes libaneses, ingressou no velho PTB e se elegeu vereador em 1958. 
A entrada no MDB ocorreu no início da ditadura, quando o Ato Institucional Número 2 instituiu o bipartidarismo. Foi deputado estadual e, em 1978, se elegeu senador, período em que passou a ganhar projeção nacional ao ter protagonismo na campanha da anistia e no movimento das Diretas Já, que começou em Porto Alegre, na Esquina Democrática.
Nesta época, Simon já era o líder máximo do MDB gaúcho, atuando como recrutador de lideranças que viriam a desempenhar funções relevantes: José Fogaça, Luiz Roberto Ponte e o próprio Ibsen, entre outros.
– Entrei no MDB, em 1986, por causa do Simon. Surgiu a Constituinte e o pessoal do Sinduscon (sindicato da indústria da construção civil) achou que eu poderia representar um pensamento liberal. O MDB, na época, tinha muito economista que chamavam de desenvolvimentista, keynesiano. Eu não tinha afinidade nenhuma com isso, mas acabei escolhendo o MDB pela conotação de decência que o Simon representava – conta Ponte.
O discurso de despedida da política ocorreu no Senado, em 10 de dezembro de 2014. O velho Simon se aposentou dos cargos públicos, mas não botou o pijama. Aos 90 anos, segue queimando lenha, respirando política em tempo integral, insistindo na tese de que o Rio Grande do Sul precisa fazer um grande movimento de encontro de contas com o governo federal. O Estado tem a dívida com a União. E o governo federal não paga o ressarcimento da Lei Kandir. Que se façam os cálculos e zerem os passivos, prega ele.
– O que me deixa dolorido é que se formou um consenso que a dívida não tem solução. É uma grande tristeza que tenho. Muita gente diz que é bobagem, sugere que eu esqueça, mas eu me nego a esquecer. Essa compensação de contas é o primeiro passo para resolver a crise do RS. O que eu ainda puder fazer e debater sobre isso, vou fazer.

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/

POLÍTICA--Bancada Evangélica tenta garantir imunidade às igrejas na reforma tributária

Silas Câmara afirmou que imunidade tributária hoje é “muito vaga”.

Bancada Evangélica. (Foto: Reprodução / Facebook)



Por

A Frente Parlamentar Evangélica busca garantir na reforma tributária a imunidade total para às igrejas e templos religiosos, como parte da laicidade do Estado. Os parlamentares estariam com um texto pronto para ser incluído na reforma.
“Queremos fazer a definição da extensão da imunidade tributária, que hoje está prevista na Constituição, mas é muito vaga”, afirmou o deputado Silas Câmara (Republicanos-AM), presidente da Frente Parlamentar Evangélica.
O deputado afirma ter pedido para o relator definir a extensão dentro do texto, acabando com o que classifica como “confusão do que é ou não direito e dever do segmento religioso no país”, disse.
Segundo o Estadão, apesar da bancada evangélica ser autora da emenda, outras instituições religiosas, como a Igreja Católica, também poderão ser beneficiadas.
A pauta da reforma tributária deve ser apreciada pelo Legislativo neste ano, mas há indefinição sobre qual proposta deve ser votada primeiro, já que duas PECs, uma na Câmara e outra no Senado, estão em tramitação.

sábado, 1 de fevereiro de 2020

Maior nome da história do MDB gaúcho, Pedro Simon completa 90 anos

Com 60 anos de vida pública, político foi governador e senador por quatro mandatos



Mateus Bruxel / Agencia RBS
Político é natural de Caxias do Sul


Deputado estadual de oposição ao regime militar, líder do MDB gaúcho, Pedro Simon coordenou, em meados dos anos 1970, uma comissão que tinha o objetivo de trazer para o Rio Grande do Sul o terceiro polo petroquímico. O emedebista ajudou a reunir diferentes forças da sociedade civil e, dentre suas tarefas, esteve a articulação política com lideranças regionais da Arena.

Quando o presidente Ernesto Geisel concordou em trazer o empreendimento ao Estado, fez um aviso: o terceiro polo deveria ser da Bahia, e o Rio Grande do Sul ficaria com o quarto. O governador Sinval Guazelli (Arena) agendou visita do presidente para o anúncio oficial. Simon ficou com um pé atrás, pensou que a espera indefinida poderia resultar em mudança de planos futuros e frustração. Montou-se, então, uma estratégia para tentar sensibilizar Geisel. Um público definido por Simon como “mar de gente” foi levado até o ato político em Santana do Livramento. A ideia era, diante daquela multidão, apelar a Geisel, usando argumentos técnicos elaborados à época e a expectativa popular como trunfo para fazê-lo passar o Rio Grande do Sul à frente da Bahia. Ponto delicado era definir quem usaria a palavra para tentar emparedar o ditador que ocupava o Palácio do Planalto.
– O Guazelli olhou, pensou, e anunciou: ‘Em nome do Rio Grande do Sul, vai falar o líder da oposição, Pedro Simon.’ Eu falei numa boa, claro, disse que seria um fato histórico e que todos nós deveríamos ao Geisel a vinda do terceiro polo. Ele acabou concordando. Foi fantástico. Foi uma demonstração de como fazíamos oposição – diz Simon.
O polo, hoje, se aproxima dos 40 anos de operação em Triunfo. É referência industrial e de geração de tecnologia. O papel de ser líder da resistência democrática e, paralelamente, dialogar com a Arena, em tempos de supressão de liberdades, prisões e tortura, não era tarefa fácil.
– A principal característica do Simon é a conciliação. O MDB era o partido da resistência e, ao mesmo tempo, da legalidade. Isso muitas vezes era confundido com submissão. A esquerda acusava o MDB e o Simon de serem conciliadores com a ditadura. E a direita os acusava de serem conspiradores – recorda o ex-deputado federal Ibsen Pinheiro, que concedeu a entrevista poucos dias antes de sua morte, ocorrida no último dia 24 de janeiro.
Ícone da política gaúcha, Simon completa 90 anos nesta sexta-feira, 31 de janeiro de 2020, sendo mais de 60 deles dedicados à vida pública. Nascido em Caxias do Sul, filho de imigrantes libaneses, ingressou no velho PTB e se elegeu vereador em 1958. 
A entrada no MDB ocorreu no início da ditadura, quando o Ato Institucional Número 2 instituiu o bipartidarismo. Foi deputado estadual e, em 1978, se elegeu senador, período em que passou a ganhar projeção nacional ao ter protagonismo na campanha da anistia e no movimento das Diretas Já, que começou em Porto Alegre, na Esquina Democrática.
Nesta época, Simon já era o líder máximo do MDB gaúcho, atuando como recrutador de lideranças que viriam a desempenhar funções relevantes: José Fogaça, Luiz Roberto Ponte e o próprio Ibsen, entre outros.
– Entrei no MDB, em 1986, por causa do Simon. Surgiu a Constituinte e o pessoal do Sinduscon (sindicato da indústria da construção civil) achou que eu poderia representar um pensamento liberal. O MDB, na época, tinha muito economista que chamavam de desenvolvimentista, keynesiano. Eu não tinha afinidade nenhuma com isso, mas acabei escolhendo o MDB pela conotação de decência que o Simon representava – conta Ponte.
O discurso de despedida da política ocorreu no Senado, em 10 de dezembro de 2014. O velho Simon se aposentou dos cargos públicos, mas não botou o pijama. Aos 90 anos, segue queimando lenha, respirando política em tempo integral, insistindo na tese de que o Rio Grande do Sul precisa fazer um grande movimento de encontro de contas com o governo federal. O Estado tem a dívida com a União. E o governo federal não paga o ressarcimento da Lei Kandir. Que se façam os cálculos e zerem os passivos, prega ele.
– O que me deixa dolorido é que se formou um consenso que a dívida não tem solução. É uma grande tristeza que tenho. Muita gente diz que é bobagem, sugere que eu esqueça, mas eu me nego a esquecer. Essa compensação de contas é o primeiro passo para resolver a crise do RS. O que eu ainda puder fazer e debater sobre isso, vou fazer.

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/