Bia Barbosa, da organização Repórteres Sem Fronteiras - (crédito: Arquivo Pessoal)
Estudo da Repórteres Sem Fronteiras que detalha caminhos para a sustentabilidade e o combate à desinformação foi apresentado em Brasília nesta quarta-feira (9/9).
Por Mariana Niederauer
Jornalistas representantes dos principais veículos de comunicação do país e de Brasília se reuniram num almoço nesta quarta-feira (9/9) para debater o futuro do jornalismo. A convite da jornalista Kátia Cubel, os 35 profissionais assistiram, ainda, a uma apresentação da organização internacional Repórteres Sem Fronteiras sobre o estudo “Futuros do Jornalismo – Cenários e Implicações para o Jornalismo Íntegro e de Confiança para os Próximos 10 Anos”.
Também estiveram presentes membros de instituições como Unesco, Sesi, OCB e da Universidade de Brasília (UnB), Centro Universitário Iesb, UDF, Universidade Católica de Brasília (UCB) e UniCeub.
A apresentação foi conduzida por Bia Barbosa, coordenadora de incidência na RSF América Latina da Repórteres Sem Fronteiras e especialista em direitos humanos, liberdade de expressão e regulação de plataformas digitais. A pesquisa parte de um estudo preliminar das condições atuais para propor estratégias que impulsionem o jornalismo no país.
A metodologia da pesquisa resultou em uma síntese de ações para fortalecer a profissão. As propostas são:
Tornar o método jornalístico transparente e amplamente conhecido;
Enfrentamento à desinformação;
Fortalecer redes de cooperação;
Diversificar modelos de sustentabilidade financeira;
Investir em educação midiática;
Advocacy para fortalecimento do ambiente regulatório do jornalismo.
É necessário que o próprio segmento conheça e reconheça os gargalos para melhor enfrentar os desafios”, disse a anfitriã, Kátia Cubel. “Precisamos reverter o quadro atual e valorizar o jornalismo íntegro e seus profissionais”, complementou. Ela reforça jornalismo é uma ferramenta de fomento à cidadania, de desenvolvimento de pensamento crítico e de promoção de avanços na sociedade, além de combater a desinformação.
Acesse a íntegra do estudo
Ativista das causas do jornalismo, da equidade de gênero e da cidadania, Kátia Cubel é a criadora do Prêmio Engenho de Comunicação, do Prêmio Engenho Mulher e do Festival de Jornalismo para Estudantes. O estudo foi realizado pela Universidade de Campinas (Unicamp), com a chancela de um comitê formado por Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), da Associação de Jornalismo Digital (Ajor), da Artigo 19 Brasil e América do Sul, da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), do Instituto Valdimir Herzog e da Momentun, com recursos da Embaixada do Reino Unido no Brasil.
Kátia Cubel, criadora e presidente do 22º Prêmio Engenho de Comunicação(foto: João Teles/Divulgação)
Fonte: Correio Brazilense


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