Cobrança de R$ 10 milhões expõe pastor Josué Bengtson e racha interno na igreja Quadrangular no Pará.
Pastor Mário de Oliveira exige explicações sobre valor enviado à igreja no Estado; denúncias envolvem pagamentos a parentes e gestão contestada.
Presidente nacional da Igreja do Evangelho Quadrangular, pastor Mário de Oliveira, abriu publicamente uma crise institucional ao exigir prestação de contas do Conselho Estadual das Igrejas Quadrangulares do Pará, presidido pelo pastor Josué Bengtson, sobre a destinação de R$ 10 milhões repassados pelo órgão nacional à igreja no Estado.
A cobrança foi feita de forma institucional e também pública, elevando o conflito interno a um patamar inédito dentro da denominação no Pará.
Dinheiro sem explicação
Segundo Mário de Oliveira, há indícios de que recursos tenham sido destinados a empresas ligadas a parentes, sem que esteja claro quais serviços teriam sido prestados à Igreja Quadrangular no Pará. O líder nacional afirma que, até o momento, não foram apresentadas explicações satisfatórias sobre a aplicação dos valores.
O repasse, segundo ele, partiu do Conselho Nacional, que agora cobra transparência e documentação formal.
Denúncias e apuração
Além das questões financeiras, Mário de Oliveira informou que chegaram ao conhecimento do Conselho Nacional denúncias consideradas graves envolvendo a gestão de uma pastora com atuação destacada no Estado.
O repasse, segundo ele, partiu do Conselho Nacional, que agora cobra transparência e documentação formal.
Denúncias e apuração
Além das questões financeiras, Mário de Oliveira informou que chegaram ao conhecimento do Conselho Nacional denúncias consideradas graves envolvendo a gestão de uma pastora com atuação destacada no Estado.
Durante a tentativa de resposta, Josué Bengtson tem o uso do microfone negado. “Fale sem microfone”, diz Mário, em cena considerada constrangedora e humilhante por fiéis presentes.
Um histórico sensível
Josué Bengtson é missionário na Amazônia há décadas e já exerceu mandato como deputado federal. No passado, seu nome foi citado em denúncias relacionadas a esquemas de desvio de recursos públicos, como a chamada “máfia das ambulâncias”, além de reportagens que apontaram suspeitas de enriquecimento ilícito - acusações que ele sempre negou.
Agora, o embate ocorre dentro da própria estrutura da igreja, com acusações partindo do mais alto escalão nacional da denominação.
Silêncio e desgaste
Até o momento, não há manifestação pública detalhada do Conselho Estadual da igreja no Pará nem do pastor Josué Bengtson sobre as cobranças específicas relativas aos R$ 10 milhões. Também não foram divulgados documentos que esclareçam a destinação dos recursos questionados.
Nos bastidores, o episódio já provoca forte desgaste entre fiéis e lideranças locais, especialmente pela exposição pública do conflito e pelo tom adotado no confronto.
O roteiro se repete: quando a cobrança vem de fora, chama-se ataque;
quando vem de dentro, atende pelo nome de crise. Ao exigir contas, expor denúncias e permitir que o embate transbordasse para o público, a liderança nacional da Quadrangular escancarou um racha que vai além do dinheiro: envolve poder, controle e credibilidade.
Agora, resta saber se a igreja no Pará responderá com documentos e transparência - ou se o silêncio confirmará que o problema é maior do que se tenta admitir.
Fonte: Portal Olavo Dutra
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