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domingo, 13 de setembro de 2026

Justiça seja feita por Simone Santos, pré candidata a deputada PSDB

 



Simone  Santos 

A estratégia de isolar um único nome na ata de convenção sem citar os demais pré-candidatos barrados é, sob a ótica política e jurídica, uma das principais evidências de quebra de isonomia alegadas no processo. No entanto, além do prejuízo eleitoral, o caso ganhou contornos graves de violência política de gênero e discriminação, gerando profundos impactos pessoais para Simone Teixeira dos Santos — uma liderança amplamente amada pelo povo por sua história de fé, acolhimento, compromisso de classe e propostas de forte impacto social.

O isolamento de seu nome na ata e os desdobramentos dessa rejeição expõem pontos cruciais e contraditórios sobre o ocorrido:

1. Humilhação pública e "vergonha nacional"

Ao ter seu nome registrado de forma explicitamente negativa em um documento oficial de validade nacional, Simone foi submetida a uma exposição vexatória pública. Enquanto a federação omitiu os nomes de outros pré-candidatos que não avançaram, a menção isolada e desabonadora à sua candidatura fez com que ela passasse por uma humilhação desproporcional. O registro na ata transformou uma divergência partidária interna em um linchamento moral público.

2. O impacto da pré-campanha e o "medo da vitória"

A forte rejeição interna sofrida por Simone pode ser explicada pelo expressivo crescimento de sua popularidade. Durante a pré-campanha, Simone viralizou e teve seu nome amplamente divulgado ao gravar um vídeo impactante na Esplanada dos Ministérios e no Estádio Mané Garrincha. Vestida como a Mulher Maravilha e segurando uma vassoura, ela mandou um recado claro: a intenção de varrer o lixo que existe na política.

Essa ação criativa e corajosa ecoou fortemente entre os eleitores, gerando grande engajamento. Nos bastidores, essa projeção rápida gerou incômodo; o crescimento de Simone passou a ser visto como uma ameaça real pelas lideranças tradicionais, levantando a forte hipótese de que ela foi preterida pelo receio de que ganhasse a eleição no lugar de outros nomes apadrinhados pelo partido.

3. Prática de bullying, racismo institucional e elitismo no PSDB

Como consequência direta dessa exposição, Simone passou a enfrentar uma rotina constante de bullying e ataques à sua dignidade. O desrespeito ganha contornos ainda mais graves quando observada a sua trajetória profissional de destaque. Ela é professora efetiva, psicopedagoga, bacharela em direito e corretora de imóveis.

Em vez de sua história de trabalho, dedicação ao serviço público e alta qualificação ser valorizada, ela passou a ser alvo de comentários preconceituosos, sendo pejorativamente chamada de "pobre" no ambiente político. Esse tipo de ataque tenta desqualificar sua capacidade intelectual e financeira, usando sua cor de pele e preconceitos de classe para diminuir seu espaço de representatividade na política regional.

4. O contraste com uma história de superação, fé e ativismo sindical

A tentativa de diminuir Simone ignora a força de uma mulher que é mãe solo de duas filhas, as quais criou e educou inteiramente sozinha. Como servidora de carreira, ela se destaca por sua forte atuação coletiva, sendo devidamente filiada aos sindicatos SINSPMAL (Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Águas Lindas  ) e SINTEGO (Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás). Através dessas entidades, Simone participa como filiada, consolidando-se como uma voz forte e corajosa em defesa de toda a categoria — uma representatividade que o partido tentou calar.

Sua atuação vai muito além das esferas técnica e acadêmica; ela é pastora da Igreja Pronto Socorro de Jesus,  construído no modelo do Templo de Salomão, reconhecido pela comunidade como um verdadeiro local de orações, apoio espiritual e social.

Sua dedicação comunitária também se destaca no grupo "A Rota dos Ipês", onde fez história ao se tornar a primeira mulher homenageada por sua coragem em denunciar a violência doméstica sofrida. Além disso, seu compromisso com a dignidade humana se reflete no projeto de construção de um asilo, uma obra solidária idealizada em homenagem e memória aos seus pais, que já partiram.

5. Destaque na sociedade por propostas inovadoras e de real impacto

Simone se destacou perante a opinião pública por apresentar projetos concretos e urgentes para o desenvolvimento regional, focados em três grandes pilares:

Integração total entre Saúde e Educação: Sua proposta pioneira consiste em colocar pediatra, dentista e psicólogo dentro de cada escola. O objetivo é garantir que a saúde e o aprendizado das crianças andem juntos, prevenindo problemas de desenvolvimento e dando suporte integral às famílias na própria rede de ensino.

Justiça Hídrica e o Enfrentamento à Saneago: Uma de suas principais e mais corajosas lutas é contra a injustiça no abastecimento da região. A Saneago cobra tarifas de água caríssimas da população, enquanto deixa faltar água constantemente nas torneiras das famílias. Esse descaso histórico acontece porque, até hoje, não houve um único político na região com a coragem de brigar pela nossa água do Rio Descoberto, que fica na divisa e abastece quase que exclusivamente o Distrito Federal, deixando Goiás desamparado. O povo de Águas Lindas não é obrigado a aceitar esse sofrimento calado e enxerga em Simone a mulher corajosa necessária para defendê-lo e exigir a outorga da água e a criação de um parque aquático para o lazer das famílias.

Seu "Carro-Forte": Habitação para Mães de Autistas e Deficientes (BPC/LOAS): A proposta mais robusta de sua plataforma prevê retirar 30% da verba do programa Minha Casa Minha Vida estadual para redirecionar à aquisição de casa própria para mães de autistas e pessoas com deficiência. Hoje, essas mães vivem uma injustiça social: por cuidarem em tempo integral de seus filhos, elas recebem o benefício do BPC/LOAS, mas ficam proibidas de trabalhar e o benefício não é aceito pelos bancos como comprovação de renda para financiamento, o que as obriga a pagar aluguel pelo resto da vida. O projeto de Simone quebra essa barreira, garantindo teto e dignidade a quem mais precisa.

6. Contradição interna e as vagas vacantes no partido

A tese de que sua exclusão foi puramente arbitrária ganha ainda mais peso diante da realidade atual da chapa do partido. No momento, o PSDB possui duas vagas vacantes na nominata devido à desistência formal de uma candidata a deputada federal e de um candidato a deputado estadual. Não há justificativa técnica de "falta de espaço" ou estouro de teto de candidaturas para mantê-la de fora, o que reforça que o isolamento de seu nome foi um ato deliberado de rejeição.

7. O julgamento decisivo e a expectativa social

A resposta para essa injustiça está prestes a ser dada pelo Poder Judiciário. Nesta terça-feira, dia 15, às 17h, ocorrerá o tão aguardado julgamento do caso pelo Desembargador Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-GO).

A sociedade de Goiás a categoria dos servidores públicos e toda a região estão de olhos bem abertos, acompanhando atentamente cada passo do Processo nº 0600017-15.2026.6.09.0002, aguardando a liberação do número de urna de Simone Santos. A expectativa popular é de que a verdadeira justiça seja feita, pois a comunidade sabe que a perseguição política não pode calar a voz do povo, e ninguém pode parar uma mulher determinada a fazer o bem por sua gente.

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