O governador eleito de Minas Gerais, Cleitinho Azevedo (Republicanos), criticou políticos que incentivam boicotes a empresas por divergências ideológicas. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele afirmou que parlamentares de direita e de esquerda que defendem essas práticas deveriam abrir mão dos próprios salários.
A declaração ocorre após a reeleição do presidente Lula (PT), quando começaram a circular campanhas de boicote a estabelecimentos comerciais e trabalhadores que teriam apoiado o petista.
“Os seus benefícios, seus auxílios-moradia, auxílio-paletó, auxílio-alimentação, a verba de gabinete, ela sai dos empresários, dos trabalhadores”, afirmou Cleitinho, ao lembrar que os recursos utilizados pelos políticos são financiados pelos impostos pagos pela população.
O governador eleito também criticou o uso de dinheiro público em campanhas eleitorais. “Se você está mandando boicotar empresas, tanto de esquerda ou de direita, abre mão do seu salário”, declarou.
O posicionamento contrasta com o do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que defendeu o direito de eleitores de direita deixarem de consumir produtos e serviços de empresas e artistas que teriam apoiado Lula. Segundo Nikolas, consumidores podem escolher estabelecimentos que estejam alinhados aos seus princípios.
A polêmica também provocou a atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT). Após receber cerca de 1.459 denúncias de assédio eleitoral nos três dias seguintes ao segundo turno, o órgão determinou que a Meta retirasse publicações que incentivavam práticas como perseguição e demissão de trabalhadores por motivos políticos.

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