Uma proposta legislativa em debate na Coreia do Sul tem despertado preocupação entre igrejas protestantes e defensores da liberdade religiosa. Segundo informações divulgadas pelo portal Bitter Winter, movimentos políticos recentes no país indicam uma possível ampliação do controle do governo sobre organizações religiosas.
De acordo com o veículo, desde o final do ano passado líderes políticos têm discutido medidas que poderiam facilitar ações do Estado contra igrejas que não respondam a questionamentos oficiais ou que se oponham a determinadas restrições.
Durante uma coletiva de imprensa, o presidente Lee Jae-myung afirmou que a religião não deveria se misturar com a vida pública. Na ocasião, ele declarou que a “interferência religiosa na política” poderia levar à “queda nacional”.
Além disso, o presidente também afirmou que o nível atual de punição para organizações religiosas que resistem a determinadas restrições seria “muito fraco”.
Para críticos da proposta, esse tipo de discurso pode abrir espaço para que partidos políticos adotem medidas mais duras contra igrejas, especialmente quando estas manifestam posicionamentos sobre temas públicos.
A proposta em análise poderia conceder ao governo maior autoridade para agir contra organizações religiosas consideradas como interferindo na política do país.
Segundo analistas, a medida permitiria que autoridades:
Solicitassem registros financeiros e operacionais das igrejas com pouco tempo de aviso;
Investigassem atividades administrativas das organizações religiosas;
Classificassem instituições como “não cooperativas” caso não atendam às exigências.
Via Universal

















































