sábado, 12 de setembro de 2026

DIVISÕES | PARTIDARISMO E A IMATURIDADE

 



"Rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa, e que não haja entre vós DISSENSÕES; antes sejais unidos em um mesmo pensamento e em um mesmo parecer. Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou fostes vós batizados em nome de Paulo?" (I Coríntios 1:10,13 ACF)


▪︎ 1Co 1:10 "DIVISÕES - DISSENSÕES" {schisma} - rasgo, divisão, rachadura, fenda: a raiz é "heresia" {hairesis = "seita", deliberado desvio de doutrina e de alvos}; dela cresce o tronco, "sectarismo", "espírito de dissensão"; finalmente, deste nascem os frutos: 'DIVISÕES' {schisma} concretizadas, tão amargas.


*EM (1Co 12.25) - Schisma: usado metaforicamente acerca da condição contrária ao que Deus projeou para uma igreja local na formação do corpo.


DISSENSÕES - gr. diamerismos - (partição, divisão, distribuição, discussão, dissensão, divisão ou discórdia).


*DIVISÕES | gr. σχίσμα - (schisma) | Substantivo Neutro | skhis'-mah | Sf. 

a) Uma fenda

b) Metaf. uma divisão, dissensão


▪︎ A ideia de divisão ou dissensão pode ser vista em diversas passagens. Por exemplo, em (Mateus 12:25), Jesus menciona que 'toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá'. Já em (1 Coríntios 1:10), o apóstolo Paulo exorta os crentes a viverem em unidade e evitar divisões entre si. O conceito de divisão, fenda ou cisma é recorrente nas Escrituras, sempre destacando a importância da união e coesão entre os crentes.


Introdução 


I. IGREJA RACHADA


Apesar de ser uma igreja que se via como espiritual (1 Coríntios 3.1) e de ser voltada para a busca de dons carismáticos (1 Coríntios 12.31; 14.1; 14.12), a igreja de Corinto estava na iminência de dividir-se em pelo menos quatro pedaços. Paulo, ao escrever-lhes, menciona que tem conhecimento de quatro grupos dentro da comunidade que ameaçavam a sua unidade: os de Paulo, os de Pedro, os de Apolo e os de Cristo (1 Coríntios 1.11-12). A igreja de Corinto, com seu espírito faccioso e divisionista, a despeito de sua pretensa espiritualidade, ficou na história como um alerta às igrejas cristãs de todo o mundo, registrado na carta que Paulo lhes escreveu.


Para aprendermos a lição, devemos primeiramente entender o racha que estava por acontecer naquela igreja. E não é um desafio fácil determinar com relativa certeza a natureza e identificação de cada um dos grupos mencionados por Paulo em (1 Coríntios 1.12).


Uma explicação popular é a dos partidos teológicos. Para alguns estudiosos, os aderentes de Pedro, Paulo e Apolo haviam-se agrupado em torno das suas doutrinas distintas, formando uma divisão rígida dentro da igreja. Estes grupos se caracterizavam por manter as ênfases doutrinárias características daqueles líderes. Geralmente se ouve falar que os de Pedro mantinham um Cristianismo judaico rígido e intolerante, até meio legalista; que os de Paulo eram mais abertos, enfatizando a salvação pela fé sem as obras da lei, e que os de Apolo seguiam a hermenêutica alegórica do eloquente alexandrino. A realidade é que não há qualquer indício em (1 Coríntios 1 - 4) da existência de partidos teológicos. A relação entre a teologia dos líderes favoritos e a formação destes partidos em torno de seus nomes é altamente especulativa.


O que se percebe é que havia a escolha pessoal de cada coríntio de um líder favorito, de quem ele se vangloriava de ser discípulo (1 Coríntios 1.12; 3.21). As contendas se davam porque cada um deles afirmava que seu eleito era o melhor cf. (1Co 3.21, 4.6). Percebemos ainda que existe uma relação estreita entre o apego à filosofia grega e a formação dos partidos em 1 Coríntios 1- 4. Os slogans “eu sou de…” soam como culto à personalidade, um erro no qual crentes neófitos e imaturos caem com frequência. No caso dos coríntios em particular, esse culto à personalidade tinha recebido um impulso adicional da sua tendência, como gregos, de exaltar os mestres religiosos ao status de theioi anthropoi, homens possuindo qualidades divinas. As principais escolas filosóficas da Grécia costumavam invocar o nome de seus fundadores e principais mestres. Esse costume poderia explicar a vanglória dos coríntios em seguir Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o Mestre de todos, Cristo.


Os slogans usados pelos coríntios (“eu sou de …”) ratificam esse ponto. O problema tinha a ver com a tendência comum de alguns crentes de venerar líderes cristãos reconhecidos . Com exceção de Cristo, os nomes escolhidos pelos coríntios são de um apóstolo (Pedro e Paulo) ou de alguém associado com eles (Apolo): Paulo era o fundador apostólico da igreja (1Co 4.15); Apolo, por sua vez, embora não considerado no Novo Testamento como um apóstolo, era um pregador eloquente e tinha desenvolvido um ministério frutífero entre os coríntios, depois da partida de Paulo cf. (1Co 3.6; At 18.24-28, 19.1); E Pedro era o conhecido líder dos apóstolos, e muitos possivelmente teriam sido atraídos a ele, embora não seja certo que alguma vez ele haja visitado a igreja de Corinto.


Os “de Cristo” são notoriamente difíceis de se identificar. Embora a escolha do nome de Cristo tenha sido possivelmente uma reação ao partidarismo em torno de nomes de homens, os seus aderentes nada mais são que outro partido. Eles se vangloriavam de que seguiam a Cristo somente, e não a homens, mesmo que estes fossem apóstolos. 


▪︎ Paulo os teria criticado pela forma facciosa com a qual afirmavam esta posição aparentemente correta. É provável que os membros do partido “de Cristo” eram os mesmos “espirituais”, um grupo na igreja que se considerava “espiritual” cf. (1Co 3.1; 12.1; 14.37). Para eles, o conceito de ser “espiritual” estava relacionado com o uso dos dons espirituais, principalmente de línguas e de profecia. Este grupo, por causa do acesso direto que julgava ter a Deus, através dos dons, teria considerado desnecessário o ministério de Paulo, tinham-no em pouca conta, e mesmo queriam julgar a sua mensagem (1 Coríntios 4.3; 4.18-21; 8.1-2; 9.3). Esse seria o grupo 'DE CRISTO', cujos membros (em sua própria avaliação) não dependiam de homem algum, mas somente e diretamente do Senhor, através dos dons. Paulo faz pouco caso das suas reivindicações, e considera a igreja toda como sendo 'DE CRISTO' cf. (1Co 3.23; 2 Coríntios 10.7).


▪︎ É o próprio Paulo, entretanto, quem nos revela a causa interna principal para as divisões entre os coríntios: eles ainda eram carnais cf. (1 Coríntios 3.1-4; Gálatas 5.20). Esta carnalidade, embora deva ser interpretada primariamente como imaturidade, em contraste aos “maduros” ou “perfeitos” (1 Coríntios 2.6), carrega uma conotação ética, como a expressão “andar segundo os homens” (1 Coríntios 3.3) indica.


▪︎ Podemos concluir que os partidos de Paulo, Apolo, Cefas e Cristo, que estavam rachando a igreja de Corinto, não eram partidos teológicos, isto é, aglutinados em torno da suposta teologia de cada um destes nomes. Mais provavelmente, os partidos se formaram a partir das preferências pessoais dos coríntios individualmente, tendo como impulso a sua imaturidade, sua carnalidade, e sua tendência, como gregos, de exaltar mestres religiosos. O partido de Cristo, por sua vez, havia se formado por outro motivo, a enfatuação religiosa produzida pelos dons carismáticos.


A situação triste da igreja de Corinto nos fornece um retrato do espírito divisivo que ainda hoje permeia as igrejas evangélicas. É um texto básico para ser pregado e ensinado nas igrejas e seminários. Embora haja momentos em que uma divisão seja necessária (quando, por exemplo, uma denominação abandona as Escrituras como regra de fé e prática), percebemos que as causas do intenso divisionismo evangélico no Brasil são intrinsecamente corintianas: imaturidade, carnalidade, culto à personalidade, orgulho espiritual, mundanismo. 


▪︎ Nem sempre os líderes são culpados do culto à personalidade que crentes imaturos lhes prestam. Paulo, Apolo e Pedro certamente teriam rejeitado a formação de fã-clubes em torno de seus nomes. De qualquer forma, os líderes evangélicos sempre deveriam procurar evitar dar qualquer ocasião para que isto ocorra, como o próprio Paulo havia feito (1 Coríntios 1.13-17). Infelizmente, o conceito de ministério que prevalece em muitos quartéis evangélicos de hoje é exatamente aquele que Paulo combate em 1 Coríntios.  


(Augustus Nicodemos Lopes)


***

II. O PARTIDARISMO NA IGREJA | (1Co 1.12)


1°. O TRATAMENTO INADEQUADO ACERCA DAS DIFERENÇAS DE OPINIÃO 


▪︎ "Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: Eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo" (I Coríntios 1:12 ACF)


A maioria dos membros da igreja de Corinto havia perdido a percepção de que Cristo deve ser o centro de todas as coisas. Tudo indica também que eles não tinham habilidades para lidar com opiniões diferentes. O cristianismo era uma novidade em Corinto, cidade acostumada a receber pessoas de várias culturas. A igreja era heterogênea (classes sociais, pluralismo religioso, conflitos éticos e morais, entre outras diferenças) e, ao que parece, alguns viam na nova comunidade a possibilidade de ter mais influência sobre os outros por pura ambição. Todavia, as igrejas cristãs tinham uma forma nova de organização e estilo de vida alicerçado nos ensinamentos de Cristo. Paulo busca resgatar o modelo de gestão de Cristo.


2°. A FORMAÇÃO DE GRUPOS RIVAIS 


Como resultado das dissenções, a igreja de Corinto acaba por se dividir em quatro facções, cada uma delas seguia o seu pregador e líder preferido: Paulo, Apolo, Pedro e até mesmo Cristo. Mas esses servos de Deus não queriam poder, mas lideravam a igreja visando a confirmação do Reino de Deus.


Os crentes de Corinto, erroneamente, usavam o nome de Paulo, Apolo, Pedro e até de Cristo para formarem grupos rivais devido à ambição pelo poder. Talvez influenciados pela cultura de veneração a heróis da mitologia grega e do culto a personalidades. Paulo não se aliou nem àqueles que se diziam seus seguidores exclusivos.


3°. OS TIPOS DE GRUPOS RIVAIS 


● O apóstolo não comentou a respeito das peculiaridades dos grupos, mas de alguma forma eles se identificaram com os ensinos apresentados por ele na carta. Parece que os grupos eram formados por aqueles por quem foram evangelizados e batizados, ou seja, por Paulo, Apolo e Pedro. Eles se guiavam pelo estilo de ministério e liderança de cada um, com espírito partidário. Com base nisso, é possível observar as especificidades de cada grupo:


a) GRUPO DE PAULO – os primeiros cristãos, principalmente os gentios;


b) GRUPO DE APOLO – membros que se converteram e se entusiasmaram com seu estilo eloquente;


c) GRUPO DE PEDRO – judeus de origem legalista e


d) GRUPO DE CRISTO – aqueles que se achavam mais santos do que os outros, com base na justiça própria. A preferência ou identificação por alguém é natural, o perigo é quando essa relação se torna motivo para se achar superior aos outros.


REFLEXÃO 


III. PARTIDOS NA IGREJA, SINAL DE IMATURIDADE


"Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões, Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros" (Filipenses 2:1-4 ACF) - Apóstolo Paulo


OS 4 PARTIDOS DA IGREJA DE CORINTO


A unidade da igreja foi o principal pedido de Jesus em sua oração sacerdotal em João 17. Ele ora para que seus discípulos sejam um assim como ele é um com o pai. Porém, a igreja de Corinto revelou imaturidade ao se dividir em quatro partidos. Paulo chamou-os de carnais necessitando dos ensinos básicos da fé cristã. "Quero dizer com isto, que cada um de vós diz: eu sou de Paulo, e eu de Apolo, e eu de Cefas, e eu de Cristo. Está Cristo dividido? Paulo foi crucificado por vós? ou fostes batizados em nome de Paulo?" (1 Co 1.12,13)


a) O partido de Paulo. Paulo fundou a igreja de Corinto. Ele chega a dizer que os gerou em Cristo. É provável que esse grupo tenha participado da fundação da igreja e se viam como uma categoria especial de crentes. É também possível que esse grupo fosse formado pelos gentios que rejeitavam o legalismo judaico. Porém, ao pregarem a liberdade cristã praticavam a libertinagem. 


b) O partido de Apolo. Apolo era natural da cidade de Alexandria. Essa cidade era o centro intelectual do mundo naquela época. É possível que esse grupo queria que o cristianismo se tornasse uma filosofia e não uma religião. Apolo era um grande orador. "E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente e poderoso nas escrituras." (At 18.24). Segundo o pastor Hernandes Dias Lopes: "É muito provável, portanto, que o grupo de Apolo tenha sido o grupo dos intelectuais, daqueles que gostavam de um discurso elaborado, eloquente e cheio de beleza retórica." 


c) O partido de Pedro. Possivelmente era formado por judeus convertidos. Eram legalistas, defendiam que a salvação dependia da circuncisão. Supervalorizavam os ritos judaicos prejudicando a identidade do cristianismo.


d) O partido de Cristo. Provavelmente acreditavam que eram os únicos detentores da salvação. Quem não estivesse do lado deles era excluído. Podem ter acreditado que possuíam um conhecimento especial sobre Deus. Podem ter substituído a bíblia por revelações. Rejeitavam a liderança humana dizendo que só se submetiam a Cristo. 


A igreja de Corinto é uma representação fiel de qualquer igreja local em todas as épocas e lugares. Podemos encontrar "partidos" ainda hoje na igreja. Há crentes que acreditam que pertencem a uma categoria especial por dons que tenham recebido ou por status ministerial. Há o grupo dos "filosófos" que veem o cristianismo como um sistema doutrinário que se confunde com correntes filosóficas e que não passam de teorias e vãs sutilezas. Há o grupo dos legalistas que adoram impor regras sem sentido em nome do tradicionalismo. 


▪︎ "Tradição é a fé viva dos que já morreram e tradicionalismo é a fé morta dos que ainda vivem" | Jaroslav Pelikan


E há os que acreditam que tem o monopólio da salvação, que valorizam as experiências místicas em detrimento da bíblia. Oremos e pratiquemos a unidade na igreja! | (1 Coríntios | Como Resolver Conflitos Na Igreja | Editora Hagnos | Pág. 24,25).


▪︎ "O apóstolo Paulo denunciou os grupos e partidos dentro da igreja de Corinto como uma evidência de carnalidade e imaturidade. Naquela igreja uns se diziam de Paulo, outros de Pedro, outros de Apolo e outros ainda de Cristo. A igreja estava fragmentada em partidos. Em vez de concentrarem sua atenção na comunhão e no trabalho, estavam gastando suas forças em lutas internas. Ainda hoje há muitas igrejas divididas, cheias de panelas, de grupos que se hostilizam. Jesus alertou que uma casa divida não pode prevalecer. Obviamente não estamos falando em unidade a qualquer preço. Não há unidade fora da verdade. O ecumenismo, portanto, é uma falácia. A unidade da igreja não é organizacional nem criada pelo homem, mas pelo Espírito Santo. Todos aqueles que são lavados no sangue do Cordeiro, não importa de que denominação, são um em Cristo Jesus". | Hernandes Dias Lopes


Conclusão 


IV. O PARTIDARISMO NA IGREJA | (1Co 1.12)


1°) O tratamento inadequado acerca das diferenças de opinião. A maioria dos membros da igreja de Corinto havia perdido a percepção de que Cristo deve ser o centro de todas as coisas. Tudo indica também que eles não tinham habilidades para lidar com opiniões diferentes. O cristianismo era uma novidade em Corinto, cidade acostumada a receber pessoas de várias culturas. A igreja era heterogênea (classes sociais, pluralismo religioso, conflitos éticos e morais, entre outras diferenças) e, ao que parece, alguns viam na nova comunidade a possibilidade de ter mais influência sobre os outros por pura ambição. Todavia, as igrejas cristãs tinham uma forma nova de organização e estilo de vida alicerçado nos ensinamentos de Cristo. Paulo busca resgatar o modelo de gestão de Cristo.


2°) A formação de grupos rivais. Como resultado das dissenções, a igreja de Corinto acaba por se dividir em quatro facções, cada uma delas seguia o seu pregador e líder preferido: Paulo, Apolo, Pedro e até mesmo Cristo. Mas esses servos de Deus não queriam poder, mas lideravam a igreja visando a confirmação do Reino de Deus. Os crentes de Corinto, erroneamente, usavam o nome de Paulo, Apolo, Pedro e até de Cristo para formarem grupos rivais devido à ambição pelo poder. Talvez influenciados pela cultura de veneração a heróis da mitologia grega e do culto a personalidades. Paulo não se aliou nem àqueles que se diziam seus seguidores exclusivos.


3°) Os tipos de grupos rivais. O apóstolo não comentou a respeito das peculiaridades dos grupos, mas de alguma forma eles se identificaram com os ensinos apresentados por ele na carta. Parece que os grupos eram formados por aqueles por quem foram evangelizados e batizados, ou seja, por Paulo, Apolo e Pedro. Eles se guiavam pelo estilo de ministério e liderança de cada um, com espírito partidário. 


COM BASE NISSO, É POSSÍVEL OBSERVAR AS ESPECIFICIDADES DE CADA GRUPO:


a) GRUPO DE PAULO | Os primeiros cristãos, principalmente os gentios;


b) GRUPO DE APOLO | Membros que se converteram e se entusiasmaram com seu estilo eloquente;


c) GRUPO DE PEDRO | Judeus de origem legalista e


d) GRUPO DE CRISTO | Aqueles que se achavam mais santos do que os outros, com base na justiça própria. A preferência ou identificação por alguém é natural, o perigo é quando essa relação se torna motivo para se achar superior aos outros.


Você tem fugido das contendas e confusões entre os irmãos? Ou você tem tentado alimentar tal atitude?


"E ao servo do Senhor não convém contender, mas sim, ser manso para com todos, apto para ensinar, sofredor; Instruindo com mansidão os que resistem, a ver se porventura Deus lhes dará arrependimento para conhecerem a verdade, E tornarem a despertar, desprendendo-se dos laços do diabo, em que à vontade dele estão presos" (II Timóteo 2:24-26 ACF)


*Precisamos desejar e fazer a nossa parte para que haja unidade na igreja


V. AS DIVISÕES E SEUS PERIGOS | (1Co 1.13-17)


1°. O perigo de abafar os méritos da Cruz de Cristo (v. 13). Após escrever sobre a formação dos grupos rivais, o apóstolo aponta para a possível causa das discórdias entre eles. Parece que estavam IDOLATRANDO o fato de serem batizados por algumas pessoas. Eles valorizavam mais o homem que os havia batizado do que o próprio sacrifício de Cristo. Paulo é categórico: “Está Cristo dividido? Foi Paulo crucificado por vós? Ou fostes vós batizados em nome de Paulo?” (v. 13).


2°. O perigo de ser um narcisista (vv. 14-16). Paulo faz um agradecimento que causa espanto e pode ser mal interpretado. Ele dá graças a Deus, por ter batizado apenas algumas pessoas da igreja: Crispo, ex-chefe de sinagoga (At 18.8), Gaio e a casa de Estéfanas. Ele descreve o motivo no versículo 15, para que ninguém se vangloriasse por ter sido batizado por ele.


O apóstolo não tinha a preocupação de manter o 'CONTROLE' sobre as pessoas que se convertiam por intermédio da sua pregação. Atualmente vivemos em uma sociedade narcisista, onde muitos buscam erroneamente a satisfação dos próprios desejos e consideram os outros como “meros objetos”.  De modo pecaminoso, essas pessoas buscam alcançar objetivos egoístas e pessoais. Mas, Paulo seguia o modelo de Cristo. Ele amava as pessoas e não estava em busca de recompensas pessoais ou do reconhecimento de homem.

    

3°. O perigo de pregar o Evangelho por ostentação (v. 17). A sociedade de Corinto, influenciada pela cultura helenista (grega), valorizava em excesso o conhecimento como forma de ostentação. A Carta de Paulo evidencia que esse sentimento ainda estava presente entre os membros da igreja. O controle obtido por meio do conhecimento era algo desejado por alguns. Paulo não confiava na “sabedoria de palavras”, mas na pregação do Evangelho que havia transformado sua vida e era a força transformadora que movia a comunidade cristã.


Nos dias atuais é comum ver pregadores confiando apenas em sua capacidade intelectual e desejando somente a promoção do seu nome, do seu ministério. A pregação do Evangelho não deve ter como objetivo projetar o pregador e nem trazer benefícios próprios, mas exaltar a Jesus e a eficácia do seu sacrifício na cruz do Calvário. O beneficiado deve ser aquele que nEle crê, pois o Evangelho “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1.16)


*Você ama a sua igreja como Paulo amava a igreja em Corinto?


▪︎ Precisamos seguir o modelo de Cristo, amar as pessoas e não viver em busca de recompensas pessoais ou do reconhecimento de homem.


● “A igreja coríntia constituiria um desafio para qualquer pastor. Os membros eram indisciplinados, contenciosos e tolerantes ao pecado. Paulo, contudo, não inicia a sua Carta com uma severa repreensão. Em vez disso, dá graças a Deus pelos coríntios haverem recebido a graça de Deus e outras bênçãos espirituais. Logo a seguir, apela amorosamente a eles, no sentido de deixarem suas disputas e colaborarem uns com os outros".


▪︎ Paulo não pode deixar passar em branco o sectarismo existente na igreja, um problema relacionado com o espírito contencioso dos membros. Apesar das divisões, parece que continuaram se congregando, mas havia o iminente perigo de se dividirem a qualquer hora em congregações rivais. Paulo tem que agir para  impedir o fracionamento.


▪︎ A existência de partidarismos era um dos piores problemas da congregação coríntia, e Paulo ataca logo esse problema no início de sua Carta. cf. (1 Coríntios 1.10), mais uma vez, para ter certeza daquilo que ele diz. Paulo torna bem claro o fato de que é Cristo que todos devem honrar de forma unânime.


▪︎ Como vimos na lição, as divisões internas na igreja de Corinto estavam prejudicando a unidade da comunidade e tirando o foco principal na missão da igreja. Alguns membros estavam se vangloriando pela proximidade com alguns líderes ou por ter sido batizado por um específico, assim valorizavam mais a pessoa que os havia batizado do que o próprio sacrifício de Cristo. Esse comportamento revelava a imaturidade espiritual dos crentes de Corinto e impedia o crescimento da igreja.


VI. QUAL É A CAUSA DAS DIVISÕES DA IGREJA? COMO PODE OCORRER A CURA APÓS A DIVISÃO DE UMA IGREJA?


Os problemas que levam a divisões de igrejas são uma ocorrência triste e muito comum no corpo de Cristo. Os efeitos de uma divisão da igreja, independentemente da causa, podem ser devastadores. Essa divisão aflige e desanima os crentes maduros, desilude os novos crentes, causa estragos na vida dos pastores e de suas famílias e traz reprovação ao nome de Cristo. Mas há esperança; igrejas que se dividem podem experimentar cura e restauração.


As igrejas são como hospitais, cheias de feridos e enfermos, mas na igreja a doença é O PECADO e as feridas são aquelas que infligimos a nós mesmos e uns aos outros por causa do pecado. Um pecado que causa vários problemas é a falta de perdão. Nenhum cristão é perfeito e nenhum pastor, presbítero ou diácono é perfeito. Quando todas essas pessoas imperfeitas se reúnem, desentendimentos, mágoas e mal-entendidos são inevitáveis. 


Se nossas expectativas em relação aos outros são muito altas, a decepção é inevitável e pode causar mais sentimentos de mágoa e ressentimento. Nossa resposta um ao outro deve ser perdoar uns aos outros com bondade, compaixão cf. (Efésios 4:32; Colossenses 3:13) e amor cristão, o qual cobre uma multidão de pecados e é seguido por um maior compromisso de servir uns aos outros (1 Pedro 4:8-11). Uma vez que estamos comprometidos em perdoar, amar e servir uns aos outros, veremos as diferenças uns dos outros sob uma nova luz. Mas se reagirmos às diferenças de opinião, particularmente aquelas relacionadas a assuntos não essenciais, tomando partido e fofocando, a divisão aumentará, mais danos serão causados aos membros da igreja e nossa mensagem ao mundo ficará ainda mais comprometida.


• "Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo" (Efésios 4:32 ACF)


• "Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também" (Colossenses 3:13 ACF)


Uma divisão de igreja pode acontecer quando alguém tenta manipular pessoas e/ou eventos para seus próprios fins. Pode ser que haja orgulho em obedecer às regras e aqueles que não as seguem talvez sejam maltratados. Pode ser que uma interpretação de uma doutrina não essencial e obscura seja enfatizada e usada como medida para determinar quem está incluído e quem está excluído. Ou pode ser que alguém queira arrancar a liderança do pastor ou dos presbíteros e reunir um grupo de pessoas ao seu redor para realizar esse objetivo. Infelizmente, diferenças de opinião em relação à música e ao estilo de adoração também são uma causa frequente de divisão na igreja. 


● As desculpas para o conflito são inúmeras, mas todas derivam da mesma causa básica - orgulho e egoísmo. Tiago 4:1-3 diz: 


"De onde vêm as guerras e pelejas entre vós? Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?Cobiçais, e nada tendes; matais, e sois invejosos, e nada podeis alcançar; combateis e guerreais, e nada tendes, porque não pedis. Pedis, e não recebeis, porque pedis mal, para o gastardes em vossos deleites" (Tiago 4:1-3 ACF)


▪︎ Também deve ser considerado que nem todos os que se sentam na igreja semana após semana são verdadeiramente cristãos. Nem todos os que se identificam com o nome de Cristo pertencem a Ele, assim como o próprio Jesus ensinou em cf. (Mateus 7:16-23). Podemos identificar o verdadeiro e o falso pelos frutos que produzem. Os verdadeiros cristãos mostram o fruto do Espírito que habita neles (Gálatas 5:22-23), enquanto o joio entre o trigo semeia discórdia e dissensão. Precisamos estar atentos àqueles que o inimigo coloca entre nós e exercer sabedoria e discernimento, utilizando a disciplina da igreja quando necessário (Mateus 18:15-20) e falando a verdade em amor em todas as coisas (Mateus 10:16; Efésios 4:15).


▪︎ Em última análise, cada igreja local é composta de membros individuais, e como esses membros vivem afeta o funcionamento da igreja. Paulo admoesta a igreja em Roma a se comportar decentemente: “Andemos honestamente, como de dia: não em glutonarias e bebedeiras, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e inveja” (Romanos 13:13). Os membros da igreja são influenciados diariamente por uma cultura imoral, e uma hora por semana na igreja é totalmente inadequada para conter a influência da cultura. 


A transformação do coração é realizada pela obra do Espírito Santo em nossas vidas. É responsabilidade de cada crente seguir diligentemente a Cristo e fazer o trabalho de crescimento espiritual, fazendo coisas como ler e estudar a Bíblia regularmente, passar tempo com Deus em oração e ter comunhão com outros crentes além de apenas sentados juntos em uma igreja durante o culto de domingo cf. (Filipenses 2:12–13). A frequência à igreja é vital, mas viver a vida cristã é muito mais do que simplesmente ir à igreja semanalmente. O padrão do mundo é de autopromoção, autoestima e autoadoração, atribuindo valor a outras pessoas apenas na medida em que estão dispostas a nos idolatrar da mesma forma que idolatramos a nós mesmos. Tal atitude sempre leva a “contendas e inveja”, os resultados inevitáveis da adoração ao deus do 'EU'. A cura se encontra em Tito 2:11-13:


▪︎ "Porque a graça salvadora de Deus se há manifestado a todos os homens, Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente, Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo" (Tito 2:11-13 ACF)


A graça de Deus, derramada sobre aqueles que pertencem a Ele pela fé em Cristo, nos permite negar as paixões mundanas, abandonar a imoralidade e viver em humildade piedosa para com os outros: 


▪︎ “nada façais por contenda ou por vanglória, mas com humildade cada um considere os outros superiores a si mesmo” (Filipenses 2:3).


▪︎ As divisões da igreja são curadas por meio do arrependimento e da humildade. Se houver desacordo, o melhor seria que ambos os lados se arrependessem de tudo o que foi dito ou feito de maneira desamorosa durante o desacordo. O arrependimento inclui buscar o perdão da pessoa ofendida pelo comportamento de outra. Com humildade, cada um deve aceitar as desculpas do outro, comprometendo-se a seguir em frente nos laços do amor cristão.


Há um caso específico em que seria apropriado deixar um grupo. Se a liderança de uma igreja abandona posições bíblicas em questões-chave como a divindade de Jesus Cristo, o nascimento virginal, Deus como Criador, a inspiração e autoridade das Escrituras ou outras doutrinas fundamentais, então é apropriado (e talvez obrigatório) deixar esse grupo.


▪︎ As causas das divisões na igreja são muitas, mas, em última análise, a principal razão para a divisão da igreja é que alguém desviou o foco de Jesus Cristo e começou a usar a organização da igreja para seus próprios fins. A igreja deve ser mais organismo (coisa viva) do que organização. O apóstolo Paulo usa a analogia do corpo para descrever a igreja. Em 1 Coríntios 12 e Romanos 12, ele chama a igreja de CORPO DE CRISTO. Devemos ser o corpo que faz a vontade da Cabeça, Jesus Cristo. Se todos no corpo estão focados em fazer a vontade de Deus e adorar Jesus Cristo com amor e humildade, então pode haver desacordo, mas o desacordo será resolvido de maneira amorosa e apropriada. | (Gotquestions)


***

Pense nisso!


VII. A DESUNIÃO DOS CRISTÃOS É UMA AMEAÇA À IGREJA


"Portanto, se há algum conforto em Cristo, se alguma consolação de amor, se alguma comunhão no Espírito, se alguns entranháveis afetos e compaixões. Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo, sentindo uma mesma coisa. Nada façais por contenda ou por vanglória, mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo. Não atente cada um para o que é propriamente seu, mas cada qual também para o que é dos outros. De sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus" (Filipenses 2:1-5 ACF)


Quando Paulo escreve sua carta aos Filipenses faz uma transição dos inimigos externos (Fp 1.28), para os perigos internos (Fp 2.1-4). Paulo está deixando a ameaça de um mundo hostil, para tratar de um problema igualmente ameaçador, o da comunidade dividida. Paulo alerta para o fato de que uma igreja dividida é uma presa fácil no caso de um ataque frontal da sociedade externa. Assim, não basta apenas ficar firme contra os perigos que vêm de fora; é preciso acautelar-se contra o perigo de esboroar-se por causa das divisões internas. Para o apóstolo Paulo “uma santa e una igreja” não era apenas um artigo de fé.


Antes de exortar a igreja de Filipos sobre a questão da unidade cristã, Paulo dá a base doutrinária. Há quatro pilares que sustentam a unidade cristã. Esses pilares não são criados pela igreja; são dádivas de Deus à igreja. Paulo coloca esses fundamentos em forma de cláusulas condicionais, mas ele assume em cada uma que a condição é verdadeira. Esses pilares já existem e eles precisam ser o alicerce da unidade. Podemos ver a obra da própria Trindade na construção da unidade da igreja. Os crentes estão em Cristo, experimentando a realidade do amor de Deus, pela ação do Espírito Santo. Quais são esses pilares da unidade?


OS PILARES DA UNIDADE:


a) Em primeiro lugar, exortação em Cristo (Fp 2.1). A palavra grega paraklesis sugere que há uma obrigação colocada sobre os filipenses, oriunda diretamente de sua vida comum “em Cristo”, para trabalharem juntos e em harmonia. Paulo está convidando os filipenses a lembrar-se de seu status de comunidade amada por Cristo. Todo crente tem recebido encorajamento, exortação e conforto de Cristo. Essa comum experiência deveria unir os crentes. Ninguém pode caminhar desunido com seu semelhante e ao mesmo tempo estar unido a Cristo. Ninguém pode viver a atmosfera de Cristo e viver ao mesmo tempo odiando a seus irmãos.


b) Em segundo lugar, consolação de amor (Fp 2.1). Aqui, é o amor de Cristo pela igreja que Paulo tem em vista. Ao conclamar os crentes para que vivam juntos em harmonia, Paulo apela para os mais altos motivos: o amor que o Senhor da Igreja nutre por seu povo deve impeli-los a viver dignamente. O amor de Cristo nos leva a amar como Cristo nos amou (1Jo 3.16). O amor nos leva a suportar uns aos outros. O amor nos leva a perdoar uns aos outros.


c) Em terceiro lugar, comunhão do Espírito (Fp 2.1). A participação comum no Espírito, pela qual os crentes são batizados em um só corpo, deveria determinar a morte de toda desavença e espírito de partidarismo dentro da igreja. O Espírito Santo trouxe os cristãos de à comunhão uns com os outros. Aquele que os uniu em Cristo, também os uniu uns aos outros. É o Espírito Santo que produz a nossa comunhão com Deus e a nossa comunhão com os irmãos. É o Espírito que nos une a Deus e aos irmãos de tal maneira que todo aquele que vive em desunião com seus irmãos dá provas de não possuir o dom do Espírito.


d) Em quarto lugar, entranhados afetos e misericórdia (Fp 2.1). A palavra grega splanchna “afetos” significa literalmente “as entranhas humanas”, consideradas como a sede da vida emocional (Fp 1.8). Enquanto no primeiro capítulo a palavra está se referindo ao amor de Paulo pelos filipenses, aqui ela se refere ao amor de Cristo por eles e através deles. 


▪︎ Já a palavra grega oiktirmoi “misericórdias” é a palavra que descreve a emoção humana da piedade terna. A irmandade em uma igreja não se limita a “sentimentos” nem se resume em atividades de ajuda e frias ações. Certamente nossas “entranhas” precisam ser movidas, e as aflições do irmão precisam despertar em nós uma viva compaixão. | Hernandes Dias Lopes


AS DISSENÇÕES PREJUDICAVAM A UNIDADE DA IGREJA


O apóstolo havia ensinado aos coríntios o modelo de vida das primeiras igrejas cristãs, um modelo marcado pela unidade e amor fraternal. Uma das principais características da igreja primitiva era a unidade em perseverar nos ensinamentos dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações cf. (At 2.42-47; At 4.32-35). No entanto, a igreja de Corinto era nova e seus membros ainda estavam acostumados com o modelo das sociedades romanas e gregas, que valorizavam o poder aquisitivo das pessoas e as classes sociais mais ricas. Ao contrário desse sistema social, nas igrejas cristãs todos eram iguais (escravos, pobres e marginalizados) em Jesus Cristo e mereciam o mesmo tratamento amoroso e respeitoso.


Paulo estimula seus leitores a retomarem a harmonia, buscando a concordância entre eles de tal forma fossem um o coração deles em Cristo. Os crentes coríntios deveriam pensar a respeito da importância da unidade de forma a viverem ligados, unidos em amor. Eles deveriam também viver de forma harmoniosa quanto à doutrina que lhes era ensinada. Paulo ensina que para que haja comunhão, unidade e fraternidade é preciso que os crentes desejem viver dessa forma.


"Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade; Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também. E, sobre tudo isto, revesti-vos de amor, que é o vínculo da perfeição. E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos. A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração" (Colossenses 3:12-16 ACF)


Soli Deo Gloria!

Compilado Por Israel Reis

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