Obrigar um idoso de 90 anos a usar um aplicativo para acessar direitos básicos não é sinal de evolução. É sinal de que o sistema deixou de enxergar as pessoas que mais precisam dele.
Quem trabalhou a vida inteira, pagou impostos e ajudou a construir este país agora depende de um filho, de um neto ou de um vizinho para marcar uma consulta, acessar o INSS ou resolver um problema simples.
Isso não é inclusão digital. É exclusão social.
A tecnologia deve facilitar a vida das pessoas, nunca criar novas barreiras para quem já enfrenta tantas dificuldades. Modernizar os serviços públicos é importante, mas isso jamais pode significar abandonar quem não consegue acompanhar a velocidade das mudanças.
Uma sociedade verdadeiramente desenvolvida não é aquela que substitui tudo por aplicativos. É aquela que garante que ninguém fique para trás.
Enquanto um idoso precisar pedir ajuda para exercer um direito que é seu, ainda temos muito a evoluir.
Dignidade não pode depender de uma senha, de um celular ou de um aplicativo.
Fonte: Amigo Previdenciario ( internet)

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